BC revisa para baixo componentes da demanda agregada

Para justificar sua nova projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 (1,6%), o Banco Central explicou que reduziu suas estimativas para uma série de variáveis que constam dos componentes domésticos da demanda agregada. No caso de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), o BC diminuiu sua estimativa para 2012 em 3,2 pontos porcentuais, para uma queda de 2,2% este ano.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 10h17

Segundo o discurso do Planalto e da equipe econômica, os investimentos são vistos pelo governo como um dos principais recursos para a retomada da atividade econômica em meio ao cenário de crise internacional. As novas projeções para a FBCF estão "em linha com a continuidade da contração do indicador no segundo trimestre e a retomada gradual no terceiro".

O BC também diminuiu sua estimativa para o consumo das famílias brasileiras em 2012, que deve ser de 3,3%, e não mais de 3,5%. Já para o consumo do governo, a autoridade monetária projeta um avanço de 3,7%, no lugar da expectativa de aumento de 3,2%. Estas expectativas constam do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira pelo BC. De acordo com o documento, a contribuição da demanda interna para a expansão do PIB de 2012 é estimada em 1,8 ponto porcentual, enquanto a do setor externo terá impacto negativo de 0,2 ponto porcentual.

O BC reviu para baixo, por exemplo, a variação anual das exportações em 3,2 pontos porcentuais, ficando agora em 0,9%. Segundo a autoridade monetária, a alteração é "compatível com o resultado do segundo trimestre, em especial em junho, e com as perspectivas de recuperação moderada no curto prazo, em ambiente de fragilidade da atividade econômica em importantes parceiros comerciais". A expansão das importações foi revisada para 2,7%, ante 5,6% na projeção anterior. Segundo o BC, isso é reflexo da moderação da demanda doméstica e da incorporação dos resultados iniciais do terceiro trimestre.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.