BC: ritmo de recuperação da economia não está claro

Ainda que indicadores mostrem melhora da economia brasileira, a velocidade de recuperação da atividade no País ainda não está completamente clara. A avaliação consta do Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje pelo Banco Central. No documento, os diretores afirmam que "embora a incerteza sobre as projeções de crescimento da economia tenha se reduzido, o ritmo da recuperação econômica ainda não está claro". Os diretores do BC afirmam, por exemplo, que "existem incertezas sobre o comportamento dos investimentos".

FERNANDO NAKAGAWA E FABIO GRANER, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 11h25

O documento explica, por exemplo, que apesar da melhoria do clima de confiança, "os níveis de utilização da capacidade instalada ainda se encontram baixos, embora em movimento ascendente". No consumo, a demanda deve ser beneficiada "pela melhora das condições de crédito e por sinais positivos vindos do mercado de trabalho".

Mas a autoridade monetária faz uma ressalva ao lembrar que a retirada de estímulos tributários, como o aplicado aos veículos, "deve funcionar como um amortecedor". Nesse mesmo trecho do documento, os diretores do BC afirmam que "é possível" que bancos privados tomem iniciativas para tentar recuperar suas respectivas fatias de mercado após a forte ação das instituições públicas nos últimos meses. Se confirmado, esse movimento poderá levar a um "crescimento mais intenso do crédito, com desdobramentos positivos sobre o consumo das famílias e, em linhas gerais, sobre a atividade econômica".

Outro aspecto citado pelos diretores do BC é a velocidade das exportações, que dependem da recuperação da economia mundial, "embora o maior dinamismo das economias emergentes esteja desempenhando um papel importante".

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