BC segue firme nas compras e dólar sobe pela 4ª sessão

O dólar encerrou em alta nesta segunda-feira, 12, pela quarta sessão consecutiva, com a atuação mais firme do Banco Central dando impulso à moeda norte-americana. O dólar fechou a R$ 2,114, em valorização de 0,24%. Desde a semana passada, o BC reforçou suas atuações no mercado à vista, segundo operadores, o que fez com que a moeda norte-americana retomasse o patamar de R$ 2,10, depois de ter recuado a R$ 2,08 no dia 6. "Hoje acredito que (a alta foi) em função das intervenções do Banco Central, que tem sido bem mais contundentes, o mercado calcula que nos últimos três dias úteis ele comprou cerca de US$ 1,8 bilhão", comentou Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da Action Corretora. No leilão de compra de dólares desta sessão, a autoridade monetária adquiriu ao menos 10 propostas, segundo operadores. Na semana passada, as reservas internacionais subiram US$ 1,93 bilhão, para perto dos US$ 94 bilhões. "(O BC) acabou sendo o fator preponderante, de resto o cenário está basicamente o mesmo, novidades lá fora só entre quinta e sexta-feira", acrescentou o operador. Nos últimos dois dias desta semana, que antecede o feriado de Carnaval no Brasil, o mercado acompanhará os dados de preços de importados e preços ao produtor nos EUA. Antes disso, há discursos do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, ao Congresso norte-americano na quarta e quinta. Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, reiterou que a atuação do Banco Central é o que tem feito diferença no mercado, já que os juros brasileiros elevados, os números positivos da economia do País e o superávit comercial ainda favorecem valorização do real. "A pergunta que não quer calar é até quando o BC vai ter fôlego para segurar (a cotação)", disse Vogeler. Swap cambial A queda do dólar na semana passada já tinha deixado o mercado em alerta sobre um possível reforço das atuações do Banco Central. Operadores cogitaram, inclusive, que o BC poderia optar por oferecer contratos de swap cambial reverso ou antecipar a rolagem de vencimentos. No fim desta tarde, o BC faz pesquisa de demanda junto ao mercado para possível realização de um leilão de swap reverso na terça-feira. Mas a operação segue a estratégia já adotada anteriormente pelo BC de rolar vencimentos de início de mês. O possível leilão desta terça tem como objetivo rolar o vencimento de US$ 450 milhões do dia 1º de março. O swap cambial reverso tem efeito de uma compra futura de dólares. Desde abril do ano passado, a autoridade monetária tem optado por rolar os vencimentos de swap reverso em começo de mês, independentemente do montante envolvido. Os contratos que vencem em 1º de março foram negociados em 22 de novembro do ano passado, para rolar o vencimento de 1º de dezembro de 2006.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.