finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

BC segue intervindo e dólar fecha estável, a R$1,664

As intervenções do Banco Central no mercado de câmbio deixaram o dólar estável nesta sexta-feira, após a moeda ter recuado mais cedo à mínima em quase dois meses.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 16h52

A divisa norte-americana fechou a 1,664 real na venda. Pela manhã, a cotação cedeu a 1,659 real, menor patamar intradia desde 4 de janeiro.

No acumulado da semana, o dólar também mostrou estabilidade.

"O máximo que o BC consegue fazer com os leilões é segurar o dólar, mas isso é momentâneo. Os contínuos ingressos de recursos fazem com que o mercado (dólar) tenha uma tendência de baixa", afirmou Moacir Marcos Júnior, operador de câmbio da Interbolsa do Brasil.

Nesta sessão, a autoridade monetária interveio com dois leilões de compra no segmento à vista e uma operação de swap cambial reverso.

A artilharia do BC, que também tem incluído leilões de compra de moeda no mercado a termo, encaixa-se na estratégia do governo de frear a valorização do real e proteger os exportadores.

O dólar também anulou a perda frente ao real em reação à recuperação da divisa no exterior, em meio à redução dos temores ligados a uma crise política na Líbia, o que abria espaço também para alguma estabilização nos preços do petróleo em Nova York e em Londres.

Contra uma cesta de moedas, o dólar subia 0,3 por cento no final da tarde, com o euro perdendo valor.

Ainda assim, analistas do Wells Fargo apontaram que o desempenho do dólar nesta semana foi aquém do esperado.

"O dólar não tem se comportado como esperado. Aparentemente, não tem havido busca por segurança na moeda. Desde a eclosão dos eventos no Oriente Médio e no norte da África, a divisa só tem caído", escreveram em relatório.

Também em nota a clientes, o banco francês BNP Paribas concluiu por meio de um novo modelo de valor que o real está levemente "desvalorizado" frente ao dólar.

"As reservas internacionais, a balança comercial e o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos explicam nossa mudança na avaliação entre real e dólar", escreveram os economistas da área de câmbio para a América Latina.

"Vemos o real como uma moeda defensiva com elevada arbitragem. Recomendamos ficar comprado em real, não somente contra o dólar, mas também ante outras moedas latino-americanas."

Moacir Marcos Júnior, da Interbolsa, lembrou que na próxima semana os investidores vão estar ajustando posições em meio à definição da última Ptax do mês. A Ptax é a taxa média ponderada do dólar, que serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos.

"E o mercado vai querer derrubar a Ptax, o que pode fazer o dólar testar 1,65 (real)", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
DOLARFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.