BC: Selic deve ficar em 16,5% ao ano

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Luiz Fernando Figueiredo, insinuou ontem que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deverá aumentar a taxa básica de juros (Selic) em sua próxima reunião, nos dias 21 e 22 de novembro. Para ele, o que orienta as decisões da equipe econômica é o comportamento da inflação. Figueiredo não acredita que a alta do dólar, a crise argentina e os preços internacionais do petróleo tragam impactos maiores nos índices de preços.Figueiredo disse ainda que até a próxima reunião há muita coisa por acontecer antes da decisão final. "A nossa preocupação é a inflação, e não há hoje indícios de que a inflação esteja fora da rota. Nós tivemos uma mudança na taxa de câmbio, mas isso não quer dizer que isso esteja acontecendo", disse. Ata do Copom: inflação em baixaNa última reunião do Copom, a taxa de juros ficou mantida em 16,5% ao ano. De acordo com a Ata do Comitê, o recuo da inflação em setembro reforça a tese de reversão de alta dos preços. Isso sustenta as expectativas favoráveis de manutenção da tendência de queda da inflação em outubro e a permanência da expectativa de cumprimento da meta de inflação do governo para esse ano - de 6%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. IPC da Fipe projeta inflação de 5% ao anoOutro índice de inflação também projeta resultado favorável para o cumprimento da meta nesse ano. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na terceira quadrissemana de outubro, o Índice ficou estável em 0,19%, em relação à variação no custo de vida em São Paulo, ante 0,17% da prévia anterior. O recuo permitiu que o coordenador do IPC, Heron do Carmo, projetasse variação em torno de 5% para o ano, considerando inflação mensal de cerca de 0,25% até dezembro. Caso haja reajuste nos combustíveis, esperado pelo economista para o fim do próximo mês, o fechamento do Índice no ano poderia ficar mais próximo dos 5,5%. Heron calcula que, com um aumento de 7% no preço da gasolina na bomba, o IPC sofreria acréscimo de 0,20 ponto porcentual, sem incluir os prováveis impactos do álcool, gás e outros derivados.

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