Tiago Queiroz/Estadão - 12/12/2013
Tiago Queiroz/Estadão - 12/12/2013

BC sinaliza que deve interromper ciclo de cortes de juros

Em comunicado, técnicos do Banco Central destacam que sem alterações importantes no mercado, taxa Selic deve se manter em 6,75% ao ano

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 19h23

Em comunicado que acompanha a decisão do corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, definido nesta quarta-feira, 7, os técnicos do Copom sinalizaram que, para a próxima reunião, marcada para o fim de março, o Banco Central (BC) deve interromper o ciclo de cortes na taxa básica de juros, iniciado em outubro de 2016. De lá para cá, a Selic saiu de 14,25% para os atuais 6,75%. Foram 11 quedas consecutivas.

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O comunicado ressalta, porém, que a previsão não considera alterações do mercado. "Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos", ponderou a autoridade monetária.

Segundo analistas do mercado, o que preocupa os técnicos do BC é, além da política doméstica, o caminhar de fatos externos, na linha da queda acentuada dos mercados em Nova York na última segunda-feira, iniciada pelo receio de investidores com a taxa de juros dos Estados Unidos.

"O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", completou o colegiado, em nota.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro -, o BC manteve sua projeção para o IPCA em 2018 e 2019, ambas em 4,2%. A autoridade monetária não divulgou projeção para a inflação de 2020. / COM FABRÍCIO DE CASTRO E EDUARDO RODRIGUES

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