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BC: SPB não aumentará custos a consumidor

O Banco Central aposta no novo Sistema de Pagamentos (SPB) como um instrumento para ajudar na redução do custo dos empréstimos para o consumidor. Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, o SPB começa a operar em 22 de abril, mas os efeitos nas taxas cobradas pelos bancos nas operações de crédito deverão ser verificados a partir do segundo semestre deste ano.Figueiredo, que ontem apresentou a cartilha que será distribuída aos correntistas explicando como funciona o SPB, garantiu ainda que não haverá aumento da taxa de administração cobrada dos cotistas de Fundos de Investimento (FIF´s). A afirmação teve o aval do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Gabriel Ferreira."Com o novo SPB vai aumentar a velocidade de circulação da moeda e o risco de crédito das instituições financeiras vai diminuir. Isso possibilitará a redução dos juros. Não dá para mensurar quanto agora mas, no segundo semestre, já dará para sentir a queda", afirmou Figueiredo. Segundo o diretor, como muitos pagamentos passarão a ser compensados mais rapidamente - por meio do instrumento de transferência de recursos em tempo real (TED) - o dinheiro circulará numa velocidade maior na economia. Hoje, um cheque, dependendo do valor, demora entre 24 ou 48 horas para ser compensado. Com isso, o dinheiro fica parado.Além disso, com a transferência em tempo real, o risco de crédito de uma operação é menor, o que faz com que os bancos tenham que comprometer uma parcela menor do seu patrimônio para fazer frente aos empréstimos concedidos. A expectativa do diretor é que isso possibilite aumento do volume de crédito oferecido.O BC acredita ainda que o atual DOC, usado para fazer transferências de valores, cairá em desuso. O valor cobrado por esse serviço também será menor. "Deverá ser algo entre 60% a 70% do preço cobrado pelo DOC atualmente", disse Figueiredo.Inicialmente, empresas e correntistas em geral terão prazo de seis meses para se acostumar com as mudanças que serão estabelecidas. O SPB entra em funcionamento em abril mas até novembro as regras ainda terão certa flexibilidade. "Será um processo natural. Por que fazer um DOC se tem instrumento melhor?", exemplificou o diretor, ressaltando que, assim como o cheque, o DOC não será proibido.Para o diretor e o presidente da Febraban, o SPB não deverá aumentar o valor das tarifas cobradas pelos bancos, como cogitam alguns especialistas. Com relação à taxa de administração paga pelos cotistas de fundos de investimento, ambos são categórios em afirmar que não há motivo para elevação. "Não existe essa possibilidade de aumento", garantiu Ferreira. "Os fundos não têm razão e não aumentarão a taxa", enfatizou Figueiredo.Tanto o diretor do BC quanto o presidente da Febraban se esforçaram para garantir que o SPB não trará problema para as empresas. Segundo uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) junto a 1.024 empresas para saber o grau de conhecimento sobre o Sistema de Pagamentos e o impacto nos negócios, apenas 12,7% apresentarão problemas de descasamento entre as contas a pagar e os créditos a receber.Como as operações acima de R$ 5 mil irão cursar em tempo real, muitas empresas farão os pagamentos imediatamente enquanto suas receitas poderão ser compensadas em mais tempo. É o caso, por exemplo, de uma rede de supermercados. Esse descasamento foi calculado pela Fiesp em R$ 1,3 bilhão por mês.Segundo Figueiredo, esse descasamento está concentrado em poucas empresas, a grande maioria de grande porte. "Apenas 1,4% das micro empresas têm descasamento", destacou o diretor, enfatizando ainda que quem apresenta risco de problema já está procurando se adaptar às novas regras. "Um grupo de apenas seis empresas responde por 65% do total da necessidade de capital de giro entre as grandes empresas", completou Figueiredo.

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