BC também diz que riscos de inflação são relevantes

A ata da última reunião da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que os riscos para o cenário benigno da inflação são "relevantes". No documento divulgado hoje, os diretores afirmam que "diante dos sinais de aquecimento da economia e da continuidade da elevação das expectativas de inflação, a despeito de desenvolvimentos de curto prazo favoráveis, são relevantes os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno".O texto observa que a manutenção do juro (taxa Selic em 11,25% ao ano) foi a decisão "mais adequada" para o momento, mas o Comitê reitera que "está pronto para adotar uma postura de política monetária diferente, caso venha a se consolidar um cenário de divergência entre a inflação projetada e a trajetória das metas".Os diretores do BC avaliam que "a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas tende a elevar a probabilidade de que tal cenário venha a se materializar".Na reunião, realizada entre os dias 4 e 5 de março, os diretores do BC decidiram por unanimidade manter o juro básico da economia em 11,25%. Após o anúncio da decisão, o Copom divulgou a seguinte nota: "Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem viés. O comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".A próxima reunião do Copom acontece nos dias 15 e 16 de abril. Entre os analistas do mercado financeiro consultados pela pesquisa semanal Focus, prevalece a aposta de que o BC deve manter o juro básico da economia estável em 11,25% até o final do ano.

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