BC terá margem para baixar os juros, diz Mercadante

Após a melhora da crise financeira, senador afirma que haverá um alívio na política monetária brasileira

Jair Rattner, da Agência Estado,

10 de outubro de 2008 | 11h30

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmou nesta sexta-feira, em Lisboa, que na seqüencia da crise o Banco Central vai ter margem para baixar a taxa de juros no Brasil. "A situação fiscal está melhor. O Banco Central está vendendo dólares a R$ 2,20, R$ 2,30, enquanto comprou a R$ 1,90. Há uma diminuição da dívida pública, que está em 37% do PIB. Acredito que teremos algum impacto no alívio da política monetária", afirmou durante participação em seminário no 13º Meeting Internacional, que reúne empresários e autoridades do Brasil e de Portugal.  Veja também:Bush receberá ministros do G7 na Casa BrancaComo o mundo reage à crise Reino Unido congela ativos do banco islandês LandsbankiFMI age para garantir crédito a emergentesConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Mercadante considerou que a redução do fluxo comercial é passageira."Pode durar dois a três meses, mas depois o fluxo se restabelece." Sobre as empresas, disse o senador,"vão passar por uma bancarização, para obter financiamento. Não há espaço neste momento para instrumentos importantes de financiamento, como os IPO, e por isso as empresas terão de recorrer aos bancos". Segundo Mercadante, o Brasil está numa posição mais favorável para enfrentar a crise do que a maioria dos países. Entre os fatores favoráveis citou o fato de o mercado financeiro brasileiro ter passado por uma crise, saneada com o Proer, e de os empresários brasileiros terem vivido sob grande período de hiperinflação, o que permitiu criar uma cultura de agilidade e criatividade, não existente na maior parte dos outros países. Ele acredita que nas reuniões deste fim de semana - do G-7, G-20 e do FMI - haverá novidades quanto a uma regulação coordenada entre os bancos centrais dos mercados financeiros.

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