BC terá novas ações de liquidez a bancos médios, diz Meirelles

Presidente do BC afirma também que instituição vai direcionar dólares para linhas de crédito ao exportador

Leonardo Goy e Fabio Graner, da Agência Estado,

30 Outubro 2008 | 13h54

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira, 30, sem dar maiores detalhes, que a instituição estuda medidas adicionais para aumentar a liquidez dos bancos de pequeno e médio portes. "Já tomamos medidas nesse sentido, entre elas a de liberar o compulsório para ser usado apenas na compra de carteiras de crédito dos pequenos e médios. Mas isso não está ocorrendo na medida esperada. E, assim, estudamos medidas adicionais para fazer com que se assegure que esses recursos cheguem na ponta", explicou. Ele participa neste momento de audiência pública na CAE, no Senado.   Veja também: Crédito para empresas já começa a se regularizar, diz Meirelles Senador ataca 'supergênios' e critica uso de MPs contra crise Crise financeira é sistêmica e ninguém escapará, diz Mantega Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Meirelles afirmou também que o BC vai direcionar parte dos dólares que vem vendendo nos leilões para as linhas de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE). Segundo ele, são medidas já regulamentadas que o BC vai operacionalizar a partir de sexta-feira.   Meirelles afirmou ainda que o Brasil "tem condições, sim, de sair fortalecido da crise". A declaração foi feita há pouco em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Meirelles, entretanto, ponderou que "não se deve subestimar a dimensão da crise".   Para o presidente da autoridade monetária, contam a favor do Brasil fatores como: a forte demanda interna, a diversificação da pauta de exportação, o volume de reservas e o fato de o País ter um banco central comprometido com o controle da inflação.

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