BC teve prejuízo de R$ 643 milhões no 2º semestre de 2006

O Banco Central apurou prejuízo de R$ 643,092 milhões no segundo semestre de 2006. No ano, o prejuízo do BC chegou a R$ 13,18 bilhões, já que no primeiro semestre havia verificado resultado negativo de R$ 12,523 bilhões. O resultado foi aprovado na reunião desta quarta-feira do Conselho Monetário Nacional (CMN).Em nota, o BC explica que esse prejuízo foi influenciado principalmente pela variação cambial do ano passado (em 2006, o real valorizou 8,66% em relação às moedas estrangeiras). O BC explica que isso gerou impacto negativo no balanço do banco, mas afetou positivamente a dívida externa sob responsabilidade do Tesouro Nacional. O diretor de administração do BC, Antônio Gustavo Matos do Vale, disse que o resultado do BC teria sido positivo em cerca de R$ 2,3 bilhões em 2006, sem levar em conta a variação cambial no período. Decisões do CMNNa reunião desta quarta, o CMN decidiu permitir que as instituições financeiras apliquem parte de suas disponibilidades no exterior em títulos de emissão ou responsabilidade de outras instituições financeiras. A decisão foi tomada, de acordo com o diretor de normas do BC, Alexandre Tombini, porque os bancos estavam encontrando alguma dificuldade para aplicar seus recursos fora do País.Pela regra anterior, os bancos só podiam aplicar suas disponibilidades no exterior em títulos de emissão do governo brasileiro e de governos estrangeiros, além de depósitos a prazo. Segundo Tombini, a idéia é que os bancos tenham agora espaço para fazer aplicações em instrumentos disponíveis nos mercados internacionais de curto prazo.O Conselho também decidiu aprimorar o papel das cooperativas centrais de crédito e aumentar a capacidade de prestação de serviços do setor. O CMN abriu a possibilidade de as cooperativas segmentadas também terem entre seus sócios profissionais liberais, por exemplo, e empresários. Segundo Tombini, a norma anterior já permitia combinações entre profissionais de diferentes áreas dentro de uma mesma cooperativa, mas não permitia a inclusão de empresários ou microempresários.Também passou a ser permitido que as cooperativas de crédito invistam em empresas ou em outras cooperativas de outros ramos de atividade, sem a restrição de que os financiados prestem serviços exclusivos aos setor da cooperativa de crédito. Agora, com a nova resolução, basta que esses financiados prestem serviços principalmente ao setor da cooperativa de crédito em questão.

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