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BC trabalha com previsão de alta de 2,2% na gasolina em 2011

De acordo com a ata da reunião do Copom da semana passada, a projeção subiu de estabilidade para 2,2% em virtude dos aumentos ocorridos em 2011

Célia Froufe e Fabio Graner, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 09h13

O Banco Central reavaliou sua estimativa para o preço da gasolina este ano. De acordo com a ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada há pouco, a projeção subiu de estabilidade para 2,2% em virtude dos aumentos ocorridos em 2011. A expectativa da autoridade monetária é a de que o preço do gás de botijão não sofra alteração ao longo do ano.

A autoridade monetária ampliou também sua previsão para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2011 e de 2012. Para este ano, segundo o cenário de referência, esse grupo de item deverá subir 4,3% - na reunião de março, aguardava-se uma alta de 4,0%. Esse conjunto de preços, de acordo com os dados publicados pelo IBGE e citados na ata, correspondeu a 28,83% do total do IPCA de março. Para 2012, também levando-se em conta o cenário de referência, o conjunto de preços administrados subiu de 4,3% para 4,4% de uma reunião para a outra.

O BC optou por manter as projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade para o acumulado em 2011. Assim, elas permanecem em 2,9% e 2,8%, respectivamente. "Os choques identificados, e seus impactos, foram reavaliados de acordo com o novo conjunto de informações disponível", trouxeram os diretores no documento.

Ainda no campo das expectativas, a trajetória estimada para a taxa do swap pré-DI de 360 dias indica spread sobre a taxa Selic, no cenário de referência, de 19 pontos-base e de -42 pontos-base para o quarto trimestre de 2011 e 2012, respectivamente.

Preços livres

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada há pouco pelo Banco Central, destaca que a aceleração inflacionária em 2011 foi determinada principalmente pelos preços livres, com destaque para o setor de serviços. O documento ressalta que os serviços acumularam nos 12 meses encerrados em março elevação de 8,53%, acima dos 7,04% dos preços livres como um todo e dos 6,30% cheio no âmbito do IPCA.

"Especificamente sobre os preços livres, cabe destacar que a variação dos preços dos bens comercializáveis alcançou 6,04%, e a dos não comercializáveis, 7,93%", disse o BC. "Em síntese, o conjunto de informações disponíveis sugere que a aceleração de preços observada em 2010, processo liderado pelos preços livres, mostra persistência, em parte porque a inflação dos serviços segue em patamar elevado", acrescentou a autoridade monetária.

O BC também mencionou que a alta de preços de alimentos tem mostrado "persistência elevada", refletindo não só choques domésticos e externos, mas também a abundante liquidez mundial e o aumento da demanda global.

A autoridade também informou que suas medidas de núcleo de inflação em 12 meses até março ficaram significativamente acima do centro da meta de 4,5%, acelerando-se em relação ao acumulado em 12 meses até fevereiro. Além disso, o BC afirmou que o índice de difusão do IPCA "continua a evidenciar disseminação da aceleração de preços".

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