BC traz medidas para dólar, mas juros explodem

O mercado financeiro é marcado pela oscilação das cotações, em que hora a cotação do dólar atinge sua máxima do dia e depois recua. No mercado de juros, o DI futuro atingiu taxa máximas. Já a bolsa reage negativamente seguindo o movimento das bolsas internacionais dos Estado unidos e Europa.Esta manhã, o Banco Central anunciou algumas medidas para reduzir a pressão sobre o câmbio, que alimenta a forte alta no mercado de juros futuros. A autoridade monetária vendeu dólares a algumas instituições, segundo relataram operadores. Além disso, foi anunciado o aumento da alíquota do depósito compulsório sobre depósitos a prazo de 10% para 15%. A medida ajuda a enxugar a liquidez do sistema e gera uma demanda compulsória por títulos públicos. Apesar disso tudo, os juros futuros estão explodindo. Às 10h23, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 pagavam taxas 24,64%, ante 22,55% negociadas ontem. Para operadores, esse nível - chamado de exagerado por muitos analistas - pode expressar um temor de que o BC, em algum momento, lance mão da política monetária para conter a alta do dólar. Afinal, em tempos de insegurança e pressão cambial, o remédio ortodoxo é a elevação dos juros. Essa possibilidade é considera remota por muitos analistas. "O BC não reverteria o sentimento de desconfiança que provoca o nervosismo elevando a Selic. Não consigo enxergar essa possibilidade de alta de juros", diz Maurício Zanella, do Lloyds Bank. De todo modo, é fato que o que está por vir no próximo ano deixa o mercado todo inseguro e gera um movimento de nervosismo. Às 10h35, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,7200, com alta de 0,37% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro para janeiro continuam pagado taxas de 21,640% ao ano. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 2,36%.

Agencia Estado,

14 de junho de 2002 | 10h44

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