BC uruguaio usará emissão de títulos para controlar câmbio

O Banco Central do Uruguai (BCU) vai emitir títulos em moeda nacional, indexadas à inflação do país, para controlar a taxa de câmbio, que foi liberada a partir desta quinta-feira. Com isso, a autoridade monetária evitará intervir no mercado de câmbio usando suas reservas internacionais, que caíram de US$2,926 bilhões, em dezembro de 2001, para US$ 1,35 bilhão na semana passada.Apesar do nervosismo do mercado, logo depois do anúncio da liberação do câmbio ? o peso uruguaio passou de 17,17 pesos para quase 25,00 pesos ?, o ministro de Economia, Alberto Bensión, disse que a moeda uruguaia não sofrerá depreciação maior do que esperada pelo governo até o final do ano. O BC uruguaio estimou no início do ano uma desvalorização de 33%, com a qual o câmbio chegaria ao final do ano a no máximo 20 pesos por dólar, patamar que era negociado horas depois da adoção do regime de livre flutuação nos principais bancos. Bensión disse também que as reservas hoje ainda superam em três vezes a base monetária do país, razão pela qual não haveria motivo para p6anico. Além disso, acrescentou o ministro, no decorrer deste ano e em 2003, o Uruguai receberá mais de US$ 3 bilhões dos organismos multilaterais de financiamento.Recursos que servirão para engordar as reservas internacionais e aporia o sistema financeiro uruguaio. O ministro explicou também que os vencimentos de dívida este ano somam US$ 1 bilhão e, em 2003, US $ 1,5 bilhão, que não serão rolados, mas pagos na íntegra em moeda corrente.Em Washington, o subsecretário para assuntos internacionais do Fundo, John Taylor, disse que a decisão do governo uruguaio ao mudar o regime cambial faz parte da política estratégica para fortalecer o país. Taylor elogiou a medida do governo do presidente Jorge Batlle afirmando que "o compromisso do Uruguai com uma boa política econômica prepara o terreno para um acordo com o FMI, que apresentará as novas metas do ao comitê executivo do organismo na próxima semana.

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