Leo Souza/Estadão
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Uso do Pix no Brasil já é maior que o de DOC, TED e boleto

Em operação desde 16 de novembro de 2020, o Pix registrava no fim de março, conforme o Banco Central, 206,6 milhões de chaves

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 16h05

A utilização do Pix - o serviço brasileiro de pagamentos instantâneos - já supera a de outros meios de pagamentos mais antigos, como DOC, TED e boleto bancário. A constatação foi feita pelo Banco Central por meio do documento “Pix: O novo meio de pagamento brasileiro”.

Nele, o BC chamou a atenção para o fato de as operações com Pix já superarem as realizadas com DOC e TED somados. Além disso, conforme a autarquia, “em março, a quantidade de Pix superou a quantidade de boletos liquidados”. 

Os dados do BC mostram que, em março, foram feitas 393,6 milhões de transações com Pix no Brasil. O volume superou pela primeira vez o número de boletos pagos, que naquele mês chegou a 358 milhões.

 avanço do Pix continuou em abril. As estatísticas do BC mostram que no mês passado as transações com Pix somaram 478,6 milhões. O total está acima do volume de boletos (336 milhões) e das operações somadas de DOC (8 milhões) e TED (111 milhões). 

Em eventos recentes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem destacado a rápida aceitação do Pix como meio de pagamento no Brasil. Para o BC, os resultados surpreenderam as projeções mais otimistas. 

Apenas em abril, o Pix movimentou R$ 322 bilhões. Desde o início da operação, em 16 de novembro do ano passado, o sistema já movimentou R$ 1,1 trilhão - o equivalente a cerca de 15% do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro. 

Até o fim de abril, 230,6 milhões de chaves haviam sido cadastradas. As chaves (e-mail, CPF, CNPJ, celular ou número aleatório) funcionam como identificadores para o recebimento de recursos.

Conforme o BC, o uso do Pix indica que a população brasileira tem sido receptiva ao novo meio de pagamento. “A sua crescente utilização, abarcando cada vez mais casos de uso, tem contribuído para a construção de um mercado de pagamentos de varejo mais competitivo, mais eficiente, mais inclusivo e mais seguro”, pontuou o BC no documento.

Pix Cobrança

No último dia 14, começou a funcionar o Pix Cobrança, que permite às empresas gerar um QR Code (Quick Response Code, ou código de resposta rápida) para pagamento em datas futuras, com a inclusão de juros, multas, acréscimos, descontos e outros abatimentos.

A ferramenta promete acirrar ainda mais a concorrência com o boleto bancário, por ter a vantagem de compensação imediata. Em outras palavras, quando o cliente paga o Pix Cobrança, o dinheiro cai imediatamente na conta da empresa. No caso do boleto, a compensação não é imediata.

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