BC vai buscar uso mais racional de recursos, diz Altamir

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje, em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o BC se unirá ao esforço governamental para o uso "mais racional de seus recursos", por meio do aproveitamento máximo das possibilidades da tecnologia e pela racionalização dos processos de trabalho.

EDUARDO RODRIGUES E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2011 | 12h16

Indicado para o cargo de diretor de Administração do BC, Altamir disse que, caso seu nome seja aprovado pelos parlamentares, ele terá o desafio de buscar um comprometimento cada vez maior dos servidores do BC com as missões e os valores da instituição.

Segundo ele, caberá à sua diretoria a tarefa de manter e aprimorar a especialização dos analistas, técnicos e procuradores do BC, o que poderia ser alcançado com um sistema de planejamento e gestão eficiente, com a valorização da educação corporativa. Para isso, destacou Altamir, será dada ênfase especial à participação mais frequente e destacada da instituição em fóruns internacionais. Altamir também destacou o compromisso com servidores e aposentados.

Inflação

Altamir Lopes afirmou ainda que, se for aprovado para o cargo de diretor de Administração do BC, terá "compromisso claro com o combate intransigente à inflação". Lopes acrescentou que esse compromisso se traduz na diretriz de cumprir as metas determinadas ao BC pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), buscando sempre a convergência da inflação à meta.

Segundo ele, o compromisso da autoridade monetária contribuiu de maneira decisiva para a construção da estabilidade macroeconômica no País. Ele citou o regime de metas de inflação, o câmbio flutuante e a obtenção de superávits primários como o pilar desse processo. Para ele, o conjunto de políticas e a reação dos agentes econômicos brasileiros provocaram modificações inéditas na estrutura econômica do País.

Lopes destacou que, nos últimos dez anos, o Brasil deixou de ser devedor e se tornou credor em moeda estrangeira e ressaltou o balanço de pagamentos do País, em que predominam os investimentos estrangeiros. Por fim, Lopes afirmou que o sucesso dessas políticas, associadas a outras, classificadas como inovadoras, pode ser comprovado pela forma com que o Brasil superou a crise financeira internacional.

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