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BC vai proteger a estabilidade dos preços, diz Meirelles

Presidente do Banco Central ressalta que inflação continua dentro da margem de tolerância da meta oficial

Reuters e Agência Estado

23 de junho de 2008 | 11h28

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira, 23, que a inflação subiu, mas continua dentro da margem de tolerância da meta oficial. Segundo ele, o BC vai continuar pronto para proteger a estabilidade dos preços. Meirelles considerou ainda que as expectativas de inflação convergem para a meta (4,5%) em 2009 e 2010, e estão abaixo dela em relação a 2011 e 2012.   Veja também: Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos    "A inflação aumentou recentemente no Brasil, como em quase todos os lugares, subindo de 3% no final de 2006 para 5,6% em maio. Acima da meta central de 4,5%, mas ainda dentro da margem de tolerância de 2 pontos percentuais", explicou. Segundo ele, as condições monetárias estão mais apertadas desde o início do ano, sendo que seus resultados ainda estão em curso.     O presidente do BC avalia que a alta das commodities tem dois efeitos sobre a economia brasileira. De um lado, reduz a renda real de certos segmentos da população. Mas, de outro, aumenta as receitas dos segmentos exportadores.   Conforme Meirelles, a correlação entre o real e as chamadas moedas de commodities está "aparentemente crescendo". Ele considera que o aumento das commodities significa mudanças positivas para o comércio externo brasileiro, melhorando também a capacidade de importação do País, sem deterioração excessiva das contas externas.   A alta da inflação fez o BC elevar o juro em 0,5 ponto percentual em cada uma das duas últimas reuniões de política monetária. Na quarta-feira, o Brasil anuncia o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de junho. Na sexta-feira, é a vez da inflação no atacado.   Alimentos   Meirelles acredita que o Brasil está atualmente "em uma posição única no cenário global". Segundo ele, o País é possivelmente um dos únicos com capacidade para elevar a produção de alimentos, já que possui uma grande área de terra arável que pode ser incorporada, de forma a responder ao aumento da demanda no mundo todo.   Ele também citou o etanol e as descobertas de petróleo realizadas pela Petrobras como fatores importantes para o País no atual cenário.   "O Brasil está em um caminho de crescimento sustentável, em oposição à trajetória de 'pára e anda' (stop and go) registrada no passado", afirmou o presidente do BC.     DemandaPara o presidente do BC, a demanda doméstica está puxando o crescimento econômico do Brasil, ao mesmo tempo em que a inflação, mesmo em alta, continua dentro da meta oficial. "A atual rota de crescimento é explicada pela demanda doméstica... em consistência com esse fato, tanto a confiança dos consumidores quanto dos empresários estão em níveis recordes", disse em um evento em Londres. O crescimento econômico do Brasil no primeiro trimestre foi de 0,7% em relação aos três últimos meses de 2007 e de 5,8% diante do mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do governo divulgados neste mês. "Nesse cenário novo e menos tolerante a riscos, os preços dos ativos do Brasil têm refletido a melhora nos fundamentos macroeconômicos", acrescentou.

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