Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

BC reduz projeção de alta do PIB para 1,4% em 2018

Para 2019, o Banco Central projeta crescimento maior, de 2,4%, mostra Relatório de Inflação

Fabrício de Castro e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 08h50

Com boa parte dos investimentos paralisados no Brasil, à espera da eleição presidencial, o Banco Central reduziu sua expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, de 1,6% para 1,4%. O novo porcentual consta no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, 27. No documento, o BC também projeta pela primeira vez o crescimento de 2,4% para a economia em 2019.

Entre os componentes do PIB para 2018, o BC reduziu de +1,9% para +1,5% a projeção para a agropecuária. No caso da indústria, a estimativa caiu de +1,6% para +1,3% e, para o setor de serviços foi mantida previsão de expansão de 1,3% no ano.

No lado da demanda, o BC reduziu a estimativa de crescimento do consumo das famílias, de +2,1% para +1,8%. No caso do consumo do governo, o porcentual projetado de contração foi acentuado, de -0,2% para -0,3%.

O documento aponta ainda que a projeção de 2018 para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - indicador que mede o volume de investimento produtivo na economia - melhorou e passou de +4,0% para +5,5%.

Ritmo mais acelerado em 2019

Para o ano seguinte, o BC prevê ritmo mais acelerado da atividade com crescimento do PIB de 2,4%. Entre os componentes do Produto, o BC estima expansão de 2,9% para a indústria e 2% para a agropecuária e serviços no próximo ano. Do lado da demanda, haverá reação no consumo das famílias, que deve crescer 2,4%, e no consumo do governo, com expansão de 0,5%. A formação bruta de capital fixo, no entanto, desacelera em relação ao previsto para 2018 e há expectativa de crescimento de 4,6%, prevê o BC. 

Projeção de inflação em 2018 permanece em 4,1% 

O Banco Central manteve sua projeção de inflação para 2018. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), este cenário indica um IPCA de 4,1% para este ano. O porcentual é o mesmo verificado na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que saiu na terça-feira, 25. No RTI divulgado em junho deste ano, o BC projetava alta do índice oficial de inflação de 4,2%. Para 2019, o cenário indica que o IPCA ficará em 4,0%, porcentual também igual ao visto na ata. No RTI de junho, a projeção era de 3,7%.

Já a projeção para o IPCA de 2020 diminuiu ligeiramente, de 3,7% projetados em junho para o atual patamar esperado de 3,6%. O documento trouxe, ainda, a primeira previsão oficial da casa para o ano de 2021, período em que o BC estima IPCA de 3,8% nesse cenário. 

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2018 é de 4,5%, sendo que há margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (taxa de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,5% a 5,5%).

O cenário de mercado utiliza como parâmetros as previsões dos analistas, contidas no Relatório de Mercado Focus, para a taxa de câmbio e os juros no horizonte da previsão. 

 

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