BC vê crescimento expressivo em várias regiões do País

O Banco Central identificou um "crescimento expressivo" da economia brasileira no período entre o fim do ano passado e o início deste ano e atribui o movimento a resultados "igualmente relevantes" nas diversas regiões do País, conforme destaca o boletim regional do BC, divulgado hoje. O boletim contém uma visão especifica de cada região do Brasil a partir de dados e indicadores usados para formular política nacionais.Por outro lado, o documento ressalta também que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aceleração no trimestre encerrado em novembro de 2007 em nove das 11 capitais pesquisadas pelo IBGE. Resultado que se repetiu em sete dessas cidades no trimestre encerrado em fevereiro deste ano. Para o BC, a alta reflete, em parte, aspectos sazonais. InflaçãoO BC avalia que o ritmo de aceleração da inflação é mais intenso no grupo alimentação. De acordo com o documento, este crescimento "acima do consistente com a meta de inflação projetada para 2008 (de 4,5%, com margem de tolerância dois pontos porcentuais, para baixo ou para cima) concorreu para a elevação de 0,5 ponto porcentual na meta para a taxa (básica de juros) Selic (efetuada na última reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, em abril, quando a taxa passou para 11,75% ao ano)".AtividadeO boletim chama atenção para o fato de que as vendas do comércio varejista aumentaram em 24 dos 27 Estados brasileiros no trimestre encerrado em fevereiro de 2008, ante o período anterior, terminado em novembro do ano passado, com aceleração em 11 Estados. Já a atividade industrial se expandiu em nove dos 11 Estados abrangidos pelo IBGE na mesma base de comparação, com intensificação do ritmo em oito Estados.Segundo o BC, os indicadores do mercado de trabalho refletem "os impactos favoráveis" do "crescimento contínuo do nível de atividade". Para a autoridade monetária, o "aumento persistente da massa salarial, em ambiente de expansão do crédito e de maior disposição dos agentes em relação ao comprometimento com a renda futura, segue pressionando o consumo doméstico".

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