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BC vê espaço para corte de juro, mas diz que agirá com cautela

Ata do Copom afirma que cenário inflacionário é benigno e vê inflação 'sensivelmente' abaixo do centro da meta

Reuters e Agência Estado,

07 de maio de 2009 | 09h03

O cenário inflacionário continua benigno no Brasil, o que dá espaço para mais cortes do juro básico, mas o Banco Central precisa agir com cautela para assegurar que a estabilidade dos preços não seja comprometida. As afirmações constam da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a Selic foi reduzida em 1,0 ponto porcentual, para 10,25% ao ano.

 

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"O Copom avalia que, diante dos sinais de arrefecimento do ritmo de atividade econômica... e do recuo das expectativas de inflação para horizontes relevantes, continuaram se consolidando as perspectivas de concretização de um cenário inflacionário benigno", apontou na ata divulgada nesta quinta-feira.

 

"Ainda assim, a despeito de haver margem para um processo de flexibilização, a política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas."

 

No cenário de referência do BC, a projeção de inflação em 2009 recuou frente à reunião anterior e encontra-se "sensivelmente abaixo" do centro da meta, que é de 4,5%.

 

Regras

 

No documento, o Copom destaca ainda a necessidade de atualização de algumas regras vigentes atualmente no sistema financeiro em meio ao processo de queda na taxa de juros. "O Comitê entende que a continuidade do processo de flexibilização monetária torna premente a atualização de aspectos resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional", cita o texto da ata no parágrafo 24.

 

Atualmente, a equipe econômica avalia eventual mudança na rentabilidade da caderneta de poupança para fazer face a um cenário de juros mais baixos. O atual regime de rentabilidade torna a poupança - isenta do Imposto de Renda - mais atraente do que fundos de investimento.

 

Ainda no parágrafo 24, os membros do Copom afirmam que "o espaço para distensão monetária adicional" leva em conta "o fato de que mudanças da taxa básica de juros tem efeitos sobre a atividade e sobre a dinâmica inflacionária que se acumulam ao longo do tempo".

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