BC vê melhora na tendência de investimento externo

O Banco Central constatou uma pequena melhora na tendência dos investimentos diretos estrangeiros na economia brasileira, neste e no próximo ano. De acordo com o mais recente levantamento que o BC faz entre instituições financeiras e empresas de consultoria, a média das estimativas para o ingresso de capital de risco no País, em 2002, aumentou de US$ 16,5 bilhões, na pesquisa anterior, para US$ 16,8 bilhões. Para 2003, a previsão subiu de US$ 16,7 bilhões para US$ 17 bilhões. Também melhoraram ligeiramente as projeções do mercado para o déficit em transações correntes com o exterior, que soma o resultado da balança comercial com a conta de serviços. A estimativa para este ano caiu de um saldo negativo de US$ 20,15 bilhões para US$ 20 bilhões. Para 2003, a previsão de déficit permaneceu em US$ 19,8 bilhões. As projeções de superávit da balança comercial para este e o próximo ano também se mantiveram nos mesmos US$ 4,75 bilhões e US$ 5,7 bilhões do último levantamento. A pesquisa é feita todas as semanas entre um grupo de 70 instituições do mercado financeiro. As empresas consultadas reduziram sua estimativa de crescimento da economia neste ano, de 2,43% para 2,40%. Não houve alteração na projeção de 3,5% ara 2003.As projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador usado na política de metas de inflação, subiram de 0,27% para 0,28% em fevereiro. Para março, a previsão se manteve em 0,30%. A pesquisa também não constatou alterações nas projeções para o IPCA em 2002 (4,8%) e 2003 (4%).O mercado contunua trabalhando, também, com a estimativa de que a taxa básica de juros da economia, a Selic, termine este ano em 17% ao ano. Para 2003, houve um pequeno crescimento na média das estimativas, que passou de 14% para 14,10% ao ano. As previsões para taxa de câmbio, no final deste ano e de 2003, permaneceram em R$ 2,55 e R$ 2,70 por dólar.

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