BC volta a vender dólares da reserva e acentua queda

Após ter realizado três intervenções nesta quarta, entidade financeira volta a oferecer moeda estrangeira

Cristina Canas, da Agência Estado,

09 de outubro de 2008 | 11h05

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira, 9, a realização de mais um leilão de venda de dólares no mercado à vista, depois de ter feito três intervenções nesta quarta-feira. A diferença é que na quarta, quando ofereceu moeda estrangeira pela primeira vez ao mercado, a cotação mostrava alta superior a 9% na BM&F, enquanto o balcão estava parado. Nesta quinta, o leilão foi anunciado com o dólar mostrando recuo superior a 4% na BM&F e a 3% no balcão. Por volta das 11 horas (de Brasília), o dólar valia R$ 2,164 (-5,09%) na BM&F e R$ 2,1810 (-4,34%) no balcão.  Veja também:Após socorro aos bancos, Lula deve ampliar apoio à agriculturaEm meio à crise, Mantega e Meirelles adiam viagem aos EUAConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosAjuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economistaEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  Em comum aos pregões de quarta e desta quinta há a falta de liquidez. E é para garantir essa liquidez que a autoridade monetária está trabalhando, segundo tem afirmado o presidente da instituição, Henrique Meirelles. O primeiro negócio desta manhã com dólar à vista foi realizado após as 10 horas e os operadores afirmavam que, embora mais tranqüilos, os players resistiam em confiar na melhora do ambiente de negócios. Naquele momento, o dólar para novembro era negociado com recuo superior a 6% sobre o fechamento de quarta. Profissionais de mercado consultados pela Agência Estado aplaudiram a intervenção feita pelo BC no mercado à vista. Segundo um deles, "a hora de acalmar os mercados é agora, quando há uma trégua lá fora". Para outro operador, além de mostrar que dará liquidez, o BC sinalizou no leilão que a taxa "é para baixo". Isso porque o BC estipulou corte abaixo da cotação de mercado, em R$ 2,1710. Pelo menos no primeiro momento o BC convenceu.

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