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BC volta ao mercado de câmbio e pode oferecer até US$ 6,5 bilhões

Na quarta-feira, operações de swap foram interrompidas, mas banco voltará a vender contratos

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2016 | 22h42

BRASÍLIA - A disparada do dólar fez com que o Banco Central (BC) anunciasse mudança na estratégia no mercado cambial. Com os negócios da quinta-feira já encerrados, a instituição divulgou que pode oferecer até US$ 6,49 bilhões em operações financeiras que têm efeito comparável à venda de dólares no mercado futuro. A última vez em que o BC realizou esse tipo de operação foi ainda na gestão Alexandre Tombini, em 11 de abril.

Com a oferta dos chamados contratos de swap cambial tradicional, o BC tende a amenizar a crescente demanda por dólares vista desde quarta-feira. Na operação programada para hoje, o BC oferece o equivalente a até US$ 750 milhões ao mercado. Em nota, a autoridade monetária disse que decidiu atuar após “avaliar as atuais condições do mercado” – sem citar a alta do dólar ou a tensão gerada pela política nos EUA.

Na quarta, o BC havia reagido à deterioração do quadro com o anúncio de que interromperia a oferta de swap cambial reverso – operação que corresponde à compra de dólares no mercado futuro. Em outras palavras, a casa deixou de comprar dólares no mercado futuro na quarta e passará a vender a moeda no mesmo mercado futuro hoje.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que, mesmo com a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tende a elevar os juros em dezembro. Segundo ele, o BC está observando as consequências do resultado para os mercados globais e o êxito de Trump reforça a sensação de que, no Brasil, é preciso avançar nas reformas econômicas.

“Isso dá um certo senso que, de fato, essa janela de oportunidade tem que ser utilizada, como tem sido”, disse Goldfajn, após ter participado de seminário promovido pela Universidade do Chile, em Santiago. / COLABOROU FABRÍCIO DE CASTRO, ENVIADO ESPECIAL A SANTIAGO

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