BC:alta do crédito em outubro é menor que a média do ano

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, avaliou que o mercado de crédito se manteve em expansão no mês de outubro, mas com moderação no crescimento no mês. "O crescimento de 0,5% em relação a setembro veio menor que a média mensal de 2013", afirmou.

EDUARDO CUCOLO E EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

28 de novembro de 2013 | 12h02

Ele considerou ainda que a elevação da taxa básica de juros é um fator que influencia o arrefecimento do ritmo de expansão do crédito. "Além disso, outubro normalmente é um mês mais fraco do que setembro na tomada de financiamentos", disse. "A greve dos bancários também pode ter afetado o fluxo de concessão de algumas modalidades, como o crédito habitacional", completou. O economista também destacou que as variações do câmbio no período impactaram o cálculo do volume das carteiras que de alguma maneira são atreladas ao dólar.

Para Maciel, observando uma perspectiva mais longa, a moderação do crédito é algo salutar, tendo em vista o crescimento sustentável das tomadas de empréstimos. "O próprio estoque vai crescendo, e com isso a base de comparação fica maior no longo prazo, levando a taxas de crescimentos menores", explicou.

O economista destacou a estabilidade da taxa de calotes superiores a 90 dias. "É importante frisar que a inadimplência continua evoluindo favoravelmente, como já indicavam os índices anteriores de atrasos entre 15 e 90 dias. Estamos com níveis de inadimplência bem mais baixos que os observados em anos anteriores", completou.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, explicou há pouco que o recuo de 0,3% no estoque de empréstimos com recursos livres para empresas em outubro se trata de um movimento sazonal.

No mês, a queda na modalidade desconto de duplicatas foi de 2,2%, na conta garantida a retração foi de 0,7% e no cheque especial o recuo foi de 2,1%. Por outro lado, a tomada de capital de giro aumentou 0,5% em outubro.

Túlio Maciel destacou que o saldo do crédito para investimentos para empresas via BNDES recuou 0,7% em outubro ante setembro, mas explicou que parte dessa carteira está atrelada ao câmbio, o que explica a diminuição do saldo no período. A modalidade encerrou o mês com estoque de R$ 456,469 bilhões.

Maciel negou que o movimento possa se tratar de uma mudança de estratégia do BNDES. "O que foi determinante para a redução do saldo foi a variação do câmbio, uma vez que as concessões na modalidade cresceram 8,3% no mês", acrescentou.

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