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BCE admite temer por futuro da zona do euro

O maior guardião do euro, a moeda única de 17 países da União Europeia, já admite que a divisa corre o risco de implodir em razão da crise das dívidas soberanas que abala os mercados. Um relatório interno da instituição revelado ontem indica que os desequilíbrios fiscais entre os países-membros do bloco são tamanhos que ameaçam não apenas a unidade monetária, mas a própria existência do mercado que reúne 27 países do continente.

PARIS, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h07

O documento veio a público ontem e ajudou a afundar a confiança dos investidores nos mercados financeiros. Que a ameaça paira sobre o bloco, ninguém duvidava, mas até aqui toda a cúpula do BCE, a começar pelo presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, negava a possibilidade desintegração. O relatório tem coautoria de Jürgen Stark, economista-chefe da autoridade monetária que se demitiu há duas semanas por divergência sobre o rumo da política do banco.

"Os desequilíbrios fiscais na zona do euro como um todo e a situação grave em certos países-membros analisados individualmente fazem pesar um risco sobre a estabilidade, o crescimento e o emprego, assim como sobre a perenidade da União Econômica e Monetária (UEM) em si", diz o texto. O documento do BCE sugere que o problema possa ser controlado pela criação de um órgão superior a cada país que fiscalize as políticas orçamentárias nacionais, garantindo maior integração e governança.

A implosão da zona do euro e da própria UE não é tida como provável por analistas. Mas a hipótese já começa a ser cogitada. Ontem, o cientista político Richard Descoings, do Instituto de Estudos Políticos, de Paris, disse ao Estado que a possibilidade precisa ser aventada - até para que seja evitada. "Não creio que a haverá essa desintegração, mas não podemos descartá-la." / A.N.

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