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BCE alerta bancos para retirada gradual de incentivos

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse ser prematuro afirmar que a crise está superada, mas acrescentou que os bancos devem se preparar para uma redução "no momento adequado", embora gradual, do suporte recebido do BCE, especialmente a generosa ajuda para refinanciamento que receberam. "Adotamos medidas excepcionais em circunstâncias excepcionais. Estas medidas terão de ser revertidas quando a situação se normalizar e os motivos da existência das medidas deixarem de existir", afirmou Trichet.

CYNTHIA DECLOEDT E NATHALIA FERREIRA, Agencia Estado

20 de novembro de 2009 | 12h40

Trichet advertiu contra a euforia diante do comportamento "mais benigno" dos mercados financeiros globais, afirmando ser fruto do excepcional nível de apoio proveniente de medidas de estímulo econômico presentes. "O que é exigido é uma postura mais simétrica: que evite o surgimento de alta expressiva no preço dos ativos, assim como leve à administração das consequências do estouro de bolhas de ativos", afirmou Trichet acrescentando que a crise financeira mostrou os prejuízo da adoção de uma postura de esperar para ver.

O presidente do BCE pediu aos bancos e aos acionistas que não tomem vantagem da ajuda concedida pelos contribuintes e utilizem os lucros para estruturar a base de capital e a posição de liquidez de suas empresas. Trichet também falou sobre ética nos bancos, comentando a missão do setor na economia real, que não deve ser esquecida. "Isto, acima de tudo, exige mudanças na mentalidade dentro da própria indústria financeira", disse.

Primeiro passo

O BCE anunciou hoje seu primeiro passo ativo para desfazer as medidas de estímulo extraordinárias que utilizou para apoiar o setor financeiro durante a crise global. O banco informou em comunicado que vai apertar os padrões no qual aceita certos títulos lastreados em ativos como garantia para suas operações de refinanciamento.

Os títulos lastreados em ativos emitidos após 1º de março de 2010 vão precisar de ratings de duas agências separadas para serem elegíveis e o BCE disse que vai utilizar a menor nota para determinar a elegibilidade do bônus. O banco central disse que a mesma regra se aplica a todos os títulos lastreados em ativos que aceitará como garantia - independentemente da data de emissão - a partir de 1º de março de 2011. As informações são da Dow Jones.

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