BCE alerta contra mais gastos com estímulo dos governos

Jean-Claude Trichet diz que verbas podem adiar recuperação econômica e que níveis devem ser mantidos

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

22 de junho de 2009 | 13h50

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, alertou nesta segunda-feira, 22, que mais gastos com estímulo pelos governos europeus podem minar a confiança e adiar a recuperação econômica.

 

 

"Minha mensagem no presente momento seria para não aumentar as decisões já tomadas tanto no lado fiscal quanto no apoio ao sistema financeiro", disse Trichet em encontro com jornalistas e líderes empresariais da Espanha. "Faça o que foi decidido o mais efetivamente e rapidamente possível", completou.

 

 

Trichet observou que os governos europeus, por exemplo, gastaram apenas 56% da quantia reservada para recapitalização bancária. O diretor disse ainda que "duvida" que esses recursos não sejam necessários para os bancos.

 

 

O presidente do BCE afirmou que a instituição está instando os governos a colocar as finanças de volta a um nível sustentável no próximo ano e acelerar o processo em 2011.

 

"É absolutamente essencial que haja um caminho claro rumo a uma posição sustentável", disse Trichet, acrescentando que, do contrário, famílias e empresas se sentirão inseguros sobre seu futuro e não gastarão, fazendo com que os recursos de estímulo sejam desperdiçados.

 

 

Ainda assim, Trichet rejeitou a possibilidade de as finanças de qualquer país da zona do euro se deteriorarem ao ponto onde será forçado a deixar a moeda única, considerando uma "hipótese absurda".

 

 

Na questão das taxas de juro da zona do euro, Trichet não quis especular sobre movimentos futuros, repetindo que o nível de 1% é "apropriado". As informações são da Dow Jones.

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