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BCE anuncia programa de compra de bônus soberanos

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, anunciou em entrevista coletiva concedida hoje em Frankfurt que a autoridade monetária da zona do euro irá comprar bônus soberanos no mercado secundário, chamado agora de transações monetárias completas (OMT, na sigla em inglês).

Agencia Estado

06 de setembro de 2012 | 12h57

O programa será concentrado em títulos com vencimento de um a três anos e não há limite para o tamanho das compras desses papéis, informou Draghi. "Isso fornecerá um amparo total eficaz contra a volatilidade do mercado", explicou o presidente do BCE.

Além disso, o BCE irá aceitar as mesmas condições dos investidores privados nas compras de bônus, abrindo mão da sua condição de credor sênior dos emissores que lhe concede prioridade no pagamento das dívidas. Segundo Draghi, essas operações serão totalmente esterilizadas pelo BCE, que também irá publicar o prazo médio dos bônus comprados e os volumes de cada país mensalmente. O banco central, segundo ele, decidirá sobre o começo continuação e suspensão das compras de bônus.

"Precisamos estar em posição de resguardar os mecanismos de transmissão da política monetária em todos os países da zona do euro", defendeu Draghi, repetindo que o BCE continuaria "firmemente dentro de seu mandato" de manutenção da estabilidade de preços.

Sobre compras de bônus soberanos de países da zona do euro em dificuldade, Draghi afirmou que tais operações são vistas apenas no âmbito da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês). Além disso, ele defendeu o envolvimento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Colaterais - O BCE também anunciou hoje o relaxamento de suas normas para os colaterais exigidos em troca de seus empréstimos. A medida visa facilitar o acesso dos bancos da zona do euro às linhas de crédito da autoridade monetária.

Entre as mudanças, o BCE decidiu suspender a exigência de um rating de crédito mínimo para os ativos oferecidos como garantia nos casos de instrumentos de dívidas negociáveis e direitos de crédito emitidos ou garantidos por governos centrais. Isso vale para países que estão elegíveis a participar do novo programa de compras de bônus ou já receberam pacotes de resgate da União Europeia (UE) e do FMI.

Além disso, a lista de ativos aceitos como colaterais foi ampliada. A partir de agora o BCE passa a aceitar instrumentos de dívida negociáveis denominados em outras moedas além do euro, nomeadamente o dólar, a libra esterlina e o iene. Mas esses instrumentos devem ter sido emitidos e mantidos em carteiras de instituições na zona do euro.

"Essa medida reintroduz uma decisão similar que foi aplicada entre outubro de 2008 e dezembro de 2010", diz o comunicado divulgado pelo banco central, acrescentando que esses ativos continuarão sendo aceitos até segunda ordem.

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