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BCE corta juro básico para 1%, novo recorde de baixa

Presidente do Banco Central Europeu anuncia também novas medidas para dar suporte ao crédito

Agência Estado e Reuters,

07 de maio de 2009 | 09h00

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu a taxa básica de juro da zona do euro em 0,25 ponto percentual, para o recorde de baixa de 1%, nesta quinta-feira, 7. O banco manteve sua taxa de depósito, que tem atuado como um piso para os mercados abertos, em 0,25 por cento, diminuindo a diferença entre as duas taxas em lugar de reduzir a mais baixa para zero. O BCE cortou a taxa de empréstimos marginal em 0,50 ponto, para 1,75%.    

 

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O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, afirmou, em entrevista coletiva, que a autoridade decidiu proceder com suas políticas de apoio ao crédito, além de ter cortado a taxa básica de juro. "Em adição às reduções de juros, o conselho decidiu proceder com sua postura de suporte ao crédito, em continuidade e consistência com as operações tomadas desde outubro de 2008", disse ele em entrevista coletiva após o BCE cortar o juro em 0,25 ponto porcentual, para 1%.

 

Ele disse que o BCE conduzirá operações de refinanciamento de longo prazo com maturidade de 12 meses, para fornecer liquidez aos mercados. Além disso, "o conselho decidiu que recomprará bônus em euros emitidos na zona do euro". Os detalhes dessa operação serão anunciados após a reunião de 4 de junho.

 

As modalidades detalhadas da compra de covered bonds denominados em euro e emitidos na zona do euro serão anunciadas depois do encontro do conselho diretor do Banco Central Europeu em 4 de junho, informou o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet. As compras serão realizadas pelo Eurosystem, que reúne o BCE e os bancos centrais dos países da zona do euro. Covered bonds são bônus assegurados por um grupo de empréstimos hipotecários ou dívida do setor público, com rating elevado e que permanecem no balanço do credor.

 

Trichet ressaltou que o conselho diretor da autoridade monetária vai assegurar que, assim que o ambiente macroeconômico melhorar, as medidas de afrouxamento monetário tomadas "poderão ser rapidamente desfeitas e a liquidez absorvida de modo que qualquer ameaça à estabilidade de preços no médio para o longo prazo possa ser efetivamente contida de forma adequada".

 

Segundo ele, a estratégia de saída das medidas não convencionais é "essencial". "Como tem sido enfatizado muitas vezes, o conselho diretor continuará assegurando firme ancoragem das expectativas de inflação no médio prazo. Tal ancoragem é indispensável para suportar o crescimento sustentável e o emprego e contribui para a estabilidade financeira", afirmou.

 

Estabilização

 

O presidente do BCE afirmou que dados e pesquisas econômicas recentes sugerem "sinais iniciais de estabilização em nível muito baixo, depois de um primeiro trimestre significativamente mais fraco que o esperado". Ele espera uma recuperação gradual da economia em 2010.

 

De acordo com ele, as decisões tomadas nesta quinta pelo conselho diretor do BCE levam em conta a expectativa de que os preços continuarão sendo derrubados pela queda substancial passada nos preços de commodities e pelo enfraquecimento na atividade econômica da zona do euro e no mundo.

 

"A economia mundial, incluindo a zona do euro, ainda passa por uma desaceleração severa, com a perspectiva de a demanda externa e a doméstica continuarem muito fracas em 2009, antes de se recuperarem gradualmente ao longo de 2010", afirmou Trichet.

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