BCE deveria estender liquidez até 2011, diz Weber

O Banco Central Europeu (BCE) deveria estender o crédito ilimitado a bancos até depois do fim do ano e retomar as discussões sobre retirada de estímulos no início de 2011, disse Axel Weber, membro do Conselho Executivo do banco.

REUTERS

20 de agosto de 2010 | 10h58

A agência de notícias Bloomberg divulgou nesta sexta-feira que Weber disse ser "sábio" manter a oferta total das operações de financiamento semanais, mensais e de três meses até depois do fim do ano.

"Eu acho que a maior parte das discussões sobre a continuidade da retirada (dos estímulos) deveria ser focada no primeiro trimestre."

O BCE deve decidir se estenderá ou não as operações de liquidez ilimitada a bancos na reunião de 2 de setembro, e as declarações de Weber alimentam expectativas de que o programa seja renovado para mais um trimestre.

A autoridade monetária europeia já disse que a liquidez extra seria oferecida a bancos em operações de financiamento de curto prazo, semanais e mensais pelo menos até meados de outubro, e que manteria a oferta de três meses até o final de setembro.

O fim do ano é "normalmente cercado de alguma incerteza sobre a situação de liquidez", disse Weber.

No entanto, ele ressaltou que a melhora do cenário econômico significa que as generosas ofertas de liquidez não serão mantidas indefinidamente.

"É claro que nós precisamos reembarcar em um procedimento de normalização", disse.

"Já que o segundo trimestre superou nossas expectativas, é muito provável que as projeções para a área do euro sejam revisadas para cima como resultado do desempenho alemão."

Weber disse não ver riscos inflacionários, e confirmou a posição do BCE de que a taxa básica de juros é "apropriada" no patamar atual de 1 por cento.

"Visto que os riscos inflacionários continuam sendo baixos no médio prazo relevante para a política monetária, isso ainda não sugere um aperto."

(Reportagem de Krista Hughes)

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