BCE diz ver riscos de alta à estabilidade dos preços

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, ressaltou a existência de "pressões de alta de curto prazo sobre a inflação" e os riscos de alta para a estabilidade dos preços no médio prazo, dado o robusto crescimento do crédito e da base monetária da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda). Ele declarou que a manutenção da estabilidade dos preços no médio prazo "é da maior prioridade" ao BCE.Segundo Trichet, os fundamentos econômicos da zona do euro são sólidos. No entanto, ele alertou que há incertezas econômicas "extraordinariamente elevadas" hoje e alertou que o avanço dos preços das matérias-primas (commodities) aumentam os riscos de alta para o crescimento econômico. O presidente do BCE afirmou que está confiante de que a política monetária atual do BCE vai "contribuir" para o controle dos riscos inflacionários e o apoio ao crescimento econômico, sugerindo que cortes de juros não estão no horizonte de curto prazo do banco.Trichet enfatizou o compromisso do BCE em evitar os efeitos secundários da inflação e a "materialização dos riscos de alta para a estabilidade dos preços no médio prazo". "Nos vamos continuar a monitorar de muito perto todos os desdobramentos nas próximas semanas". Trichet concedeu a coletiva de imprensa pouco depois de o BCE anunciar a decisão de manter a taxa de juros da zona do euro em 4% ao ano. Segundo ele, não houve pedidos nem para elevar nem para cortar os juros.ProjeçõesAs projeções da equipe do BCE prevêem que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro fique entre 2,6% e 3,2% este ano e entre 1,5% e 2,7% no ano que vem. Os números também sugerem que há pouca inclinação do banco em reduzir os juros dos atuais 4%. O BCE deseja manter a inflação de médio prazo abaixo de 2%.Trichet também destacou as previsões da equipe do BCE para o crescimento da economia da zona do euro. Para 2008, a estimativa vai de 1,3% a 2,1% e, para 2009, de 1,3% a 2,3%. Segundo Trichet, a taxa de crescimento deve ficar em 1,7% este ano e 1,8% no ano que vem, abaixo das projeções anteriores de 2% e 2,1% para os dois anos, respectivamente. As informações são da Dow Jones.

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