BCE eleva empréstimos aos bancos na Grécia, diz fonte

Volume de recursos concedidos ao país aumenta à medida em que cresce o número de saques feitos nos bancos gregos

O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 09h24

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta segunda-feira, 22, o limite dos recursos que os bancos da Grécia podem tomar emprestados por meio do programa de assistência emergencial de liquidez (ELA, na sigla em inglês) para compensar saques recentes registrados no país em meio às incertezas das negociações de Atenas com credores internacionais, informou uma fonte do setor bancário grego.

Essa é a terceira vez em menos de uma semana que o BCE aumenta o limite do programa, pelo qual o banco central grego repassa recursos a instituições financeiras.

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que a instituição faz tudo o que pode para que se chegue a um consenso e que a "bola está totalmente no campo da Grécia" quanto ao tão falado acordo entre o país e seus credores (o BCE entre eles).

A fonte não especificou em quanto o limite foi elevado, mas disse que o BCE está disposto a se reunir novamente para discutir sobre a Grécia, por meio de teleconferência, "sempre que for necessário". 

A Grécia vive os momentos finais de um dos capítulos da novela de sua dívida. O país tem até o próximo dia 30 para pagar € 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e evitar sua saída da zona do euro. A diretora-geral do fundo, Christine Lagarde, afirmou na semana passada durante reunião de credores que "não haverá carência" em caso de falta de pagamento. O país também precisa quitar € 6,7 bilhões em julho e em agosto devidos ao BCE.

Nesta segunda-feira, 22, uma nova reunião entre credores pode decidir o futuro da Grécia na zona do euro. O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, alertou que o governo grego "precisa se mexer" se quiser garantir mais ajuda financeira. No domingo, 21, o país apresentou uma série de propostas que preveem redução de gastos e aumento de impostos para tentar chegar a um consenso com credores. 

Steinmeier pediu "senso de realidade" de Atenas e apelou ao governo grego que apresente mais tarde propostas "concretas" de reformas a autoridades da zona do euro. Segundo ele, os próximos dias serão "decisivos...não apenas para a Grécia, mas para toda a Europa".

"Só podemos esperar que as autoridades na Grécia vejam que o governo de lá precisa se mexer se elas quiserem mais apoio do Banco Central Europeu, da Europa e do Fundo Monetário Internacional", disse o ministro alemão. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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