BCE eleva juro a 3,75%, maior patamar em 5 anos

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu elevar sua taxa de juro para 3,75% nesta quinta-feira, 8, decisão amplamente esperada e que coloca o juro básico da região em seu maior patamar desde novembro de 2001. Ao mesmo tempo, o Banco da Inglaterra decidiu manter em 5,25% sua taxa, movimento também previsto pelos mercadosSinais de que o crescimento da economia da zona do euro continua sólido, além das dicas dadas pelo presidente do BCE no mês passado sobre a necessidade de se manter "forte vigilância" sobre os riscos inflacionários fizeram com que todos os 80 analistas consultados pela Reuters estimassem um aumento da taxa de juro do BCE em março. Atualmente em 1,8%, a inflação na zona do euro tem ficado em linha com a meta de preços estabelecida pelo BCE desde setembro, o que levou alguns sindicatos a questionar a necessidade de novos aumentos da taxa de juro. Mas o BCE está preocupado sobre os riscos provenientes dos preços do petróleo, do forte aumento do fornecimento de moeda e das pressões maiores de preços e salários, já que o crescimento da economia vem em linha ou bem próximo de seu ritmo mais forte e sustentado.InglaterraApesar da manutenção da taxa de juros pelo Banco da Inglaterra, os investidores estão apostando que pode não levar muito tempo para que os custos dos empréstimos subam novamente. Somente 9 dos 64 analistas consultados pela Reuters na semana passada previram que a autoridade monetária britânica poderia alterar o juro neste mês. A maioria reconheceu que o banco central esperaria para ver quais efeitos os três aumentos realizados desde agosto terão sobre os consumidores e empresas. Os preços dos imóveis continuam em alta, 1,8% somente em fevereiro, segundo pesquisa da Halifax divulgada mais cedo nesta quinta-feira. Os produtos manufaturados também estão em alta, graças ao forte crescimento econômico mundial. Também há pouca evidência de que os custos mais altos de empréstimos tiraram o fôlego dos consumidores, apesar dos britânicos já deverem mais de 1 trilhão de libras. O banco central britânico não divulgou comunicado junto com a decisão desta quinta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.