BCE injeta mais de US$ 500 bi no mercado para elevar liquidez

Banco Central Europeu promove leilões para conter escassez de crédito e amenizar efeitos da crise na região

Efe,

21 Outubro 2008 | 11h02

O Banco Central Europeu (BCE) injetou mais de US$ 500 bilhões no mercado nesta terça-feira, 21, em duas operações distintas, em mais uma tentativa para conter a escassez de recursos no sistema e amenizar os feitos da crise financeira mundial, que se agravou nos Estados Unidos há um mês, com o pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers e derrubou as bolsas mundiais.   Veja também: Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Em um leilão ordinário para promover liquidez no sistema, o BCE injetou US$ 403,154 bilhões (305,42 bilhões de euros), a uma taxa de juros fixa de 3,75%. Segundo as informações divulgadas, 703 bancos comerciais participaram desta operação de refinanciamento, que será liquidada nesta quarta e que tem vencimento de 29 de outubro. Na operação de refinanciamento ordinária da semana passada, a primeira com concessão plena, o BCE injetou um pouco mais do que hoje, 310,411 bilhões de euros (US$ 409,742 bilhões), o nível mais alto desde dezembro do ano passado.   Além disso, US$ 101,93 bilhões (77, 5 bilhões de euros) foram disponibilizados a uma taxa de juros fixa de 2,11% e com um vencimento a 28 dias. De acordo o banco europeu, o leilão teve a participação de 91 bancos comerciais da zona do euro, que pediram a quantia que o BCE concedeu. A operação será liquidada na quinta-feira e vencerá em 20 de novembro.   Desde semana passada, o BCE conduz as operações principais de refinanciamento semanais mediante um procedimento de leilões a taxa de juros fixa, com concessão plena, à taxa de juros mínima aplicável, que atualmente é de 3,75%.   Além disso, o BCE reduziu a faixa que determina as facilidades permanentes de 200 pontos básicos para 100 pontos básicos em torno da taxa de juros da operação principal de financiamento.   Agora, a taxa de juros da facilidade marginal de crédito, pelo qual o BCE empresta o dinheiro, cairá de 100 para 50 pontos básicos acima da taxas de juros da operação principal de financiamento (atualmente para 4,25%).   Ao mesmo tempo, a taxa de juros da facilidade de depósito, pela qual remunera o dinheiro, aumentará de 100 para 50 pontos básicos abaixo da taxas de juros da operação principal de financiamento (atualmente para 3,25%).   O BCE aplicará estas duas medidas durante todo o tempo que considerar necessário, e, pelo menos, até o final do primeiro período de manutenção de 2009, que terminará em 20 de janeiro.   O banco europeu continuará reconduzindo a liquidez para uma situação equilibrada, de forma coerente com o objetivo de manter as taxas de juros a curto prazo em um nível próximo à taxa de juros da operação principal de financiamento.   Em uma ação coordenada com o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Banco Central da Suécia e o Banco Nacional Suíço, o BCE diminuiu a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 3,75%.

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