BCE mantém juros inalterados; Inglaterra corta taxa

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as principais taxas de juro da zona do euro inalteradas, conforme previam os analistas de mercado. Desta forma, a taxa repo, que o BCE utiliza nas operações de refinanciamento, foi mantida em 2%, menor nível desde a Segunda Guerra Mundial na maioria dos países que compõem a zona do euro. O presidente do BCE, Win Duisenberg, concederá entrevista para explicar a decisão. Investidores devem acompanhar as declarações de Duisenberg, buscando por sinalização sobre eventuais mudanças futuras nas taxas de juro. Muitos analistas esperam que o BCE reduza as taxas na região em setembro ou outubro. A próxima reunião do BCE ocorrerá, entrentanto, antes disso, em 31 de julho. Banco da Inglaterra corta taxa Pouco antes do anúncio da decisão do BCE, o Banco da Inglaterra (BOE, na sigla em inglês), numa decisão inesperada, reduziu a taxa de recompra ou repo de 3,75% para 3,50%, após encontro de dois dias de seu comitê de política monetária. Em pesquisa realizada pela Dow Jones, apenas 7 dos 19 economistas consultados previam que o BOE mexeria nos juros no encontro de hoje. A decisão do BOE provocou uma leve aceleração das perdas na Bolsa de Londres. O FTSE-100 está em baixa de 0,35%, de uma queda de 0,22% registrada momentos antes do anúncio da decisão. A libra esterlina cai a US$ 1,6264 e está na mínima intraday. As informações são da Dow Jones. O Banco da Inglaterra afirmou que a decisão de cortar a taxa de recompra em 25 pontos-base levou em conta os sinais de que a recuperação econômica segue hesitante, com a demanda por produtos exportados pelo Reino Unido permanecendo fraca. O BOE avaliaou ainda que o crescimento continua abaixo da tendência, embora tenha ressaltado que a depreciação da libra esterlina ante o euro neste ano deverá servir como suporte para o crescimento. As informações são da Dow Jones.

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