BCE pode emprestar dinheiro para FMI ajudar Itália

Opção não contraria as regras do banco, mas Alemanha ainda é contra a ideia 

Álvaro Campos, da Agência Estado,

29 de novembro de 2011 | 13h03

BRUXELAS - O crescente risco de a Itália entrar em uma crise de financiamento será um dos focos das reuniões dos grupos de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) e da União Europeia (Ecofin), que acontecem hoje e amanhã na Bélgica. O assunto deve dominar também a pauta da reunião de cúpula da UE marcada para 8 e 9 de dezembro.

Segundo um alta autoridade da zona do euro, existem crescentes conversas sobre o Banco Central Europeu (BCE) emprestar para o Fundo Monetário Internacional (FMI) o dinheiro necessário para salvar a Itália. "Isso pode ser feito sem violar as regras do banco, mas a Alemanha ainda é contra a ideia", comentou a fonte ouvida pela Dow Jones.

Uma autoridade do FMI diz que existe uma ampla crença de que se os custos de financiamento para a Itália não caírem e permanecerem em um nível mais baixo, o país precisará de ajuda internacional no futuro próximo. O problema é que o Fundo precisa elevar suas fontes para conseguir bancar o pacote italiano.

"Alguns na zona do euro acreditam que a Itália já atingiu um ponto sem retorno e que um pacote de resgate é inevitável, não importa o que o novo governo faça. A única coisa que impediria isso é uma solução abrangente de toda a zona do euro, que certamente incluiria uma participação muito maior do BCE", afirma o representante do FMI.

Hoje o novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, deve ter reuniões individuais com o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o ministro de Finanças da França, François Baroin. Ele também pode se encontrar com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, segundo fontes. As informações são da Dow Jones.

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