François Lenoir/Reuters
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BCE pressiona e diz que 'bola está totalmente no campo' da Grécia

Mario Draghi afirmou que bancos gregos ainda terão acesso a fundo para empréstimos de emergência, mas que não podem fornecer recursos para os governos; banco é um dos credores oficiais do país

O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 12h37

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, aumentou a pressão sobre o governo da Grécia para chegar a um acordo com os credores internacionais e obter mais financiamento. Em depoimento ao Parlamento Europeu, Draghi disse que o BCE tem feito tudo que pode para ajudar a promover um acordo.

"Embora todos os jogadores agora precisem de uma milha extra, a bola está totalmente no campo do governo grego para tomar os passos necessários", afirmou Draghi. Os comentários foram feitos um dia depois de novas negociações entre gregos e credores fracassarem, o que levou as atenções para a reunião de ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, de quinta-feira, 17, e para a cúpula da União Europeia, em 25 de junho.

Para o BCE, existe uma questão imediata: quanto mais o banco central está disposto a manter os bancos gregos abastecidos com empréstimos. Draghi observou no discurso desta segunda-feira, 15, que o BCE fornece atualmente € 118 milhões para os bancos gregos, um montante equivalente a cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia. A maior parte desse valor é fornecida por empréstimos emergenciais por meio do Banco da Grécia.

Draghi afirmou que, neste momento, os bancos gregos são considerados solventes com colateral adequado, o que é necessário para que tenham acesso ao programa de empréstimos emergencial do BCE. No entanto, o programa não pode ser usado para evitar as restrições estabelecidas pelo BCE sobre o fornecimento de recursos diretamente para os governos, observou. (Com informações da Dow Jones Newswires). 

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