Daniel Roland/AFP
Daniel Roland/AFP

BCE quer mais fusões de bancos na Europa

Avaliação é que, apesar da moeda comum, instituições financeirascontinuam sendo ‘regionais’, o que reduz o compartilhamento de risco

O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2017 | 05h00

O Banco Central Europeu (BCE) fez um apelo para que os bancos da zona do euro se engajem mais em fusões e aquisições de instituições de outros países dentro do continente, tornando assim o sistema financeiro local mais integrado. A falta de integração concentra os riscos e prejudica a capacidade da instituição fazer política monetária, afirmou o BCE em um relatório publicado ontem.

A moeda única é vista como uma forma de encorajar a emergência de grandes conglomerados financeiros pan-europeus. No entanto, muitas instituições recuaram para dentro das fronteiras nacionais após a crise financeira de 2008.

“O compartilhamento de risco entre países ainda é pequeno”, alertou o BCE. Isso significa que choques econômicos em países individuais passam diretamente para o consumo e o crescimento, ao invés de serem compartilhados pela região.

Mario Draghi, presidente da instituição, tem repetidamente alertado que o bloco tem bancos demais e que os emprestadores são ineficientes. O setor bancário europeu é grande na comparação com o mercado dos Estados Unidos, por exemplo, uma vez que muitas empresas locais se financiam diretamente com essas instituições, ao invés de usarem outros recursos, como captações.

Rumos. Os dirigentes do BCE também mostraram visões divergentes sobre as perspectivas econômicas da zona do euro durante a última reunião de política monetária, em abril, mostra a ata do encontro.

Segundo o documento, as autoridades sugeriram que podem ajustar suas previsões para a economia da região na próxima reunião, entre 7 e 8 de junho. Isso abriria caminho para uma discussão sobre o momento para o início da retirada dos estímulos no bloco, que incluem juros abaixo de zero e um volume mensal de ¤ 60 bilhões de euros em compras de bônus.

No entanto, as autoridades também alertaram contra qualquer mudança abrupta na comunicação com os mercados sobre o futuro da política monetária. Outra advertência foi a de que a projeção para a inflação na região poderia ser reduzida.

“Alguns membros consideraram que os riscos ao Produto Interno Bruto (PIB) real podem ser caracterizados agora como amplamente equilibrados... Outros defenderam que os riscos negativos ainda prevalecem”, diz a ata.

Novos dados e projeções econômicas disponíveis para o encontro de junho colocarão os dirigentes “em uma posição melhor para reavaliar a sustentabilidade da recuperação e a perspectiva para a inflação”, continua a ata. / DOW JONES NEWSWIRES

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