BCE reduz expectativas com economia

A crise de dívida da zona do euro impõe uma substancial ameaça para as perspectivas econômicas da região, afirmou o Banco Central Europeu em relatório mensal. O BCE afirmou que espera para o futuro próximo um crescimento menor do que previa anteriormente.

FRANKFURT, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h08

Segundo o BCE, as tensões no mercado financeiro podem se intensificar e podem se espalhar pela economia real. O BCE prevê que a inflação continuará acima da meta de menos de 2% nos próximos meses, mas acredita que os preços chegarão a esse nível no próximo ano, em consequência do fraco crescimento, que vai pressionar custos e salários.

Os riscos para a inflação estão amplamente equilibrados, disse o BCE, com os riscos de alta relacionados aos aumentos de impostos necessários para a consolidação fiscal e os riscos de baixa relacionados ao crescimento menor do que o esperado.

O relatório do BCE praticamente reiterou as projeções para crescimento e inflação feitas pelo presidente da instituição, Mario Draghi, depois do anúncio de corte na taxa básica de juros na semana passada.

Pacto fiscal. No documento, o BCE elogia o pacto fiscal anunciado na semana passada pelos líderes da União Europeia. Mas a instituição alerta para o fato de que o acordo não marca o fim da crise e corre o risco de ser diluído. "Embora essas reformas da governança sejam um importante avanço, o pacote legislativo adotado ficou aquém do salto quântico que o conselho executivo do BCE tinha defendido", diz o relatório. O acordo deixa um espaço considerável para decisões do Conselho Europeu e da Comissão Europeia sobre o exercício da fiscalização e imposição das novas regras fiscais, "o que pode enfraquecer seriamente a efetividade das reformas", afirma o BCE. / DOW JONES NEWSWIRES

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