Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

BCE vê avanço de 2,2% do PIB da zona do euro

Para presidente do banco, Mario Draghi, expansão da economia da regaião é sólida

Dow Jones Newswire, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 05h00

BRUXELAS - O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) comunicou ontem a revisão das projeções de inflação e Produto Interno Bruto (PIB) para 2017, 2018 e 2019. Para este ano, a projeção do PIB foi revisada para cima, de 1,9% para 2,2%. Já a inflação da zona do euro foi mantida em 1,5%. Segundo o presidente do BCE, Mario Draghi, a expansão das economias europeias é sólida, mas ainda não levou a tendência de inflação mais forte, e o corte nas projeções de inflação se devem à taxa de câmbio.

Mais cedo, a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, comunicou que a economia da zona do euro cresceu mais do que o anteriormente estimado na comparação anual do segundo trimestre. Entre abril e junho, o PIB do bloco teve expansão de 2,3% ante igual período do ano passado, e não de 2,2%, como foi estimado em meados de agosto.

Para 2018, o BCE cortou em 0,1 ponto porcentual a projeção de inflação, de 1,3% para 1,2%. Draghi apontou que a alta de preços deverá recuar temporariamente perto da virada de 2017 para 2018. Já a estimativa para o PIB foi mantida em 1,8%.

Em 2019, a estimativa para a inflação também foi cortada em 0,1 ponto porcentual, de 1,6% para 1,5%. Segundo Draghi, a inflação deverá convergir para a meta de 2% só em 2020.

Compra de ativos. Draghi afirmou ainda, em coletiva de imprensa após a reunião de política monetária da entidade – que decidiu por manter a taxa de juros em zero, mínima histórica –, que houve uma discussão preliminar sobre a possibilidade de continuar com o programa de compra de ativos, o relaxamento quantitativo (QE), em 2018.

Foi a primeira vez que o BCE confirmou ter debatido o futuro do QE com todo o conselho. O italiano afirmou que está disposto a ampliar o QE, seja em tamanho ou duração. Porém, Draghi também ressaltou que a inflação ainda está longe da meta do BCE, portanto é necessário proceder com cautela.

Ele apontou que a recente valorização do euro ante outras moedas é uma fonte de incerteza para a política monetária, enquanto os dirigentes se preparam para elaborar os planos para o ano que vem.

 

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