BCE vê incertezas na economia, mas prioriza inflação

O Banco Central Europeu (BCE) destacou, em seu boletim mensal de fevereiro divulgado hoje, a existência de incertezas "singularmente elevadas" sobre o impacto da turbulência dos mercados financeiros na economia real. Entretanto, o BCE ressaltou que os fundamentos econômicos na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) continuam "sólidos" e que ancorar as expectativas com a inflação continua sendo sua principal prioridade.O boletim ecoa as declarações do presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, feitas na coletiva de imprensa na semana passada, após o banco decidir manter os juros em 4% ao ano. O documento deve reforçar as expectativas de economistas de que o BCE não deve mexer nos juros este ano. "Os dados recebidos confirmaram que os riscos envolvendo o cenário para a atividade econômica são de baixa", disse o BCE. O banco afirmou que estes riscos são fruto de um "impacto potencialmente maior que o atualmente esperado dos desdobramentos do mercado financeiro sobre as condições de financiamento e o sentimento econômico".O BCE confirmou que existem riscos de alta para a estabilidade dos preços na zona do euro no médio prazo, uma vez que o crescimento monetário e do crédito continuam vigorosos. O banco ressaltou que seu Conselho continua comprometido a prevenir estes riscos. O BCE visa ancorar a inflação em um nível abaixo de 2% no médio prazo e confirmou as expectativas de um "período prolongado de taxas de inflação temporariamente elevadas". "A pressão atual de curto prazo de alta da inflação não deve transbordar para o médio prazo", alertou o BCE, acrescentando que "ancorar firmemente as expectativas de inflação é da maior prioridade". Contra este pano de fundo, o BCE afirmou que vai "monitorar com muito cuidado todos os desdobramentos nas próximas semanas". As informações são da Dow Jones.

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