BCN: tendência é estabilidade

Taxas de juros em queda, cotação do dólar em relativa estabilidade e investimento em ações em alta. Esse é o cenário traçado pela economista-chefe da BCN Alliance Capital Management, Ana Cristina da Costa. A maior ênfase é dada por ela à perspectiva de declínio dos juros, apesar do repique da inflação verificados em julho e agosto.Segundo ela, o principal fator é a redução da percepção negativa que o investidor estrangeiro tem do País, por causa da melhora dos fundamentos econômicos. Indicação dessa mudança de avaliação, afirma, foi a troca de bradies - papéis da dívida externa brasileira - por bônus globais de 40 anos, realizada na semana passada. Outro fator foi a venda de ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras no exterior, que vai render um reforço de US$ 2,6 bilhões às reservas do País. A economista nota, ainda, que não há sinais de pressão de consumo que possa influenciar a inflação.Queda de juros pode favorecer investimento em açõesA tendência de continuidade de corte dos juros deve repercutir positivamente no mercado de ações. Para Ana Cristina, os fundamentos são bons, mas o mercado acionário ainda não reagiu devido a questões próprias desse segmento - fechamento de capital por algumas companhias abertas, a mudança na composição do Ibovespa na virada de setembro, reduzindo a participação do setor elétrico e a aproximação do fim de ano, que deixa as fundações e as tesourarias de bancos mais cautelosas.Por isso, embora atraente, o investimento em ações deve ser feito sempre com a perspectiva de longo prazo. Ou seja, o investidor deve ter a possibilidade de esperar o tempo que for necessário, até que se consiga a rentabilidade desejada.

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