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BCs da América do Sul veem agravamento do risco econômico

Os principais bancos centrais da América do Sul concordaram na sexta-feira que sua tarefa se tornou mais complexa diante das maiores pressões inflacionárias pela alta dos alimentos e do petróleo.

REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 22h01

Além disso, as entidades indicaram que os riscos de uma desaceleração mundial aumentaram devido à tensão no Oriente Médio e norte da África.

No entanto, o presidente do Banco Central do Peru, Julio Velarde, disse que ainda há "uma recuperação que se vê que está sustentada na maior parte das economias."

"O trabalho dos bancos centrais se torna mais complexo por uma série de fatores conjunturais. Em primeiro lugar, a alta dos preços dos alimentos e do petróleo gera pressões inflacionárias", afirmaram em comunicado assinado pelos bancos centrais do Mercosul, da Venezuela, do Chile e do Peru.

"Adicionalmente, devido ao alto crescimento, à importante expansão de crédito ... o risco de que esse choque externo afete as expectativas de inflação aumenta", acrescentaram.

Os altos preços globais das commodities, junto à forte demanda interna, levaram os bancos centrais de Peru, Chile e Brasil a apertar a política monetária neste ano e elevar suas taxas básicas de juro.

Os bancos centrais, que se reuniram em Lima para analisar a conjuntura econômica, disseram que as recentes elevações das taxas de juro na região incentivam a entrada de capitais.

"Os indicadores macroeconômicos atuais não mostram desequilíbrios importantes em nível agregado, no entanto, não significa que no futuro os fluxos de capitais não possam gerar riscos, o que obriga as autoridades a continuar monitorando o impacto dos mesmos", disseram.

O Banco Central da Colômbia aumentou mais cedo na sexta-feira sua taxa básica de juro a 3,25 por cento, e se espera que o Brasil aumente a Selic a 11,25 por cento na próxima semana.

O objetivo é neutralizar as expectativas de pressões inflacionárias diante do aumento dos preços internacionais dos alimentos e do petróleo, em meio à incerteza global pela crise política em parte do mundo árabe.

Chile e Peru, principalmente os exportadores de commodities, estão utilizando as reservas de seus governos para absorver alguns aumentos dos preços básicos para que os consumidores não sofram o impacto.

Mas a alta das taxas de juro para conter a pressão inflacionária poderia ter um efeito bumerangue nos países da América Latina.

Um juro maior atrairia mais capitais a uma região que está no radar dos investidores por suas altas taxas de crescimento, incentivando a valorização mais acentuada das moedas locais que elimina a competitividade das exportações.

(Reportagem de Patricia Vélez e Caroline Stauffer)

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