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BCs de emergentes defendem elevação das reservas

Os presidentes dos bancos centrais de países emergentes concluíram hoje que devem elevar suas estimativas sobre o patamar ideal das reservas internacionais como forma de enfrentar as futuras crises financeiras. A reunião aconteceu na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Basileia, na Suíça. Na prática, o consenso indica que as autoridades monetárias de países como o Brasil devem voltar a comprar dólares no mercado para acumular mais e resistir melhor aos futuros choques externos.

ANDREI NETTO, Agencia Estado

10 de maio de 2009 | 19h22

A avaliação das autoridades monetárias dos países emergentes - como Brasil, Chile, Argentina, China, Índia e África do Sul - é de que a profundidade da crise econômica gerada após a falência do banco norte-americano de investimentos Lehman Brothers, em setembro, foi maior do que a das turbulências anteriores, como a crise da Ásia, em 1997. Com o novo parâmetro de instabilidade financeira global, disse uma das autoridades monetárias presentes à reunião, cada país terá de rever para cima o montante de suas reservas.

A estratégia de comprar a moeda norte-americana com vistas a retomar a política de formação de reservas já foi adotada pelo BC brasileiro na sexta-feira. Amanhã, em Brasília, será possível conhecer o volume de dólares adquirido na operação. Desde o início da crise, o Brasil havia vendido no mercado ou repassado a empresas - para garantir-lhes liquidez - US$ 14,5 bilhões. Antes do aprofundamento da crise, as reservas brasileiras superavam os US$ 200 bilhões.

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