BCs discutem impactos globais da crise imobiliária

O segundo e último dia da reunião de presidentes de bancos centrais teve início na manhã de hoje, na Basiléia, Suíça. O tema central dos debates de hoje, que reúnem autoridades monetárias de países industrializados e emergentes, deve ser o impacto global da crise dos mercados imobiliários dos Estados Unidos e da Europa.As atividades tiveram início com um café da manhã e devem prosseguir até o início da tarde, quando o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também coordenador do grupo, fará um balanço público da reunião e uma avaliação dos rumos da economia internacional.Outro tema a ser abordado hoje deve ser a perspectiva de pressão inflacionária causada pela elevação de custos agrícolas e dos preços de commodities como o petróleo, que na semana passada atingiu a barreira história - e simbólica - de US$ 100 por barril.Ontem, as discussões giraram em torno dos rumos da crise, iniciada em agosto, nos Estados Unidos e na União Européia. As autoridades monetárias não descartaram uma nova ação conjunta do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), do BCE e de bancos centrais da Inglaterra, Suíça e do Canadá para conter a crise. Uma primeira reação coordenada dessas autoridades monetárias foi anunciada em 12 de dezembro passado, com a injeção de US$ 60 bilhões por parte do Fed, de US$ 20 bilhões por parte do BCE e de US$ 4 bilhões por parte do Banco Nacional da Suíça.A participação eventual de bancos centrais de países emergentes, como o Brasil, foi praticamente descartada. "Pode haver um entendimento entre o Fed e o Banco Central Europeu, mas para o resto do mundo não deve haver necessidade de participação", disse um presidente presente aos debates.O Brasil teria sido mais uma vez elogiado no primeiro dia de reuniões na Basiléia. Na reunião do BIS na África do Sul, presidentes de BCs fizeram referências à solidez econômica do país frente à crise imobiliária. Na Basiléia, representantes de grandes bancos privados também teriam demonstrado satisfação pela performance brasileira em 2007.

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