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BCs veem inflexão na crise com otimismo maior

A economia global está prestes a virar a página, disseram os principais diretores de bancos centrais nesta segunda-feira, mas há sinais de que a recuperação pode ser longa e dolorosa para muitos em todo o mundo.

JOHN WALLACE, REUTERS

11 de maio de 2009 | 17h43

O otimismo cauteloso desses diretores foi apoiado por indicações crescentes de que a crise financeira e econômica está enfraquecendo.

A China disse que seus esforços para estimular o crescimento econômico estavam funcionando e pesquisas mostraram que a confiança na economia está se recuperando nas principais economias emergentes da União Europeia.

Em outra frente, o co-diretor-executivo da fabricante alemã de software SAP disse esperar "sinais fracos de esperança" para a economia mundial no segundo semestre deste ano.

Mas há muita munição para os pessimistas também. A Casa Branca elevou sua estimativa para o déficit orçamentário dos Estados Unidos e a General Motors Corp disse que sua concordata se tornou "mais provável". Além disso, empresas na UE e nos EUA devem cortar mais vagas nos próximos meses e bancos continuam absorvendo o impacto de dívidas ruins.

O analista do Barclays Capital, Barry Knapp, escreveu em carta aos clientes que "suspeitamos que o mês final (da recessão) deva ser abril de 2009".

Mas ele disse também que "continuamos a acreditar que o mercado acionário e, mais recentemente, algumas partes do mercado de renda fixa, exageraram na previsão de melhora da economia".

As bolsas de valores dos Estados Unidos caíram com investidores realizando lucros após as fortes altas e com o anúncio por vários grandes bancos de grandes ofertas de ações comuns para pagar a ajuda dada pelo governo. As ações europeias caíram, pressionadas pelo desempenho ruim de ações de bancos e de energia.

Os diretores dos principais bancos centrais reunidos no Banco de Compensações Internacionais, na Basileia, renovaram suas esperanças para o futuro.

"Estamos, no que diz respeito ao crescimento, ao redor do ponto de inflexão no ciclo", disse o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet.

"Em certos casos você já vê uma retomada (no Produto Interno Bruto). Em outros casos você vê que isso continua a cair, mas em ritmo menor".

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