BEA deverá ser privatizado em agosto

Federalizado em agosto de 1999, o Banco do Estado do Amazonas (BEA) deverá ser privatizado em agosto deste ano. "Esperamos colocar o banco em leilão em agosto", disse à Agência Estado o presidente do BEA, Fernando Noronha. O processo de venda do banco ganhará impulso amanhã, quando será feita a divulgação do resultado da licitação aberta pelo Banco Central (BC) para contratar a empresa responsável pela avaliação e modelagem do banco amazonense. "A nossa expectativa é de que a Deloitte Touche vença a concorrência. Até porque ela está sozinha na disputa", disse Noronha. A empresa, de acordo com o presidente do BEA, terá até 150 dias para apresentar um primeiro laudo com a avaliação do banco e uma proposta de modelagem para a venda. O BC, ao mesmo tempo, contratará uma outra empresa em licitação a ser aberta para fazer um outro trabalho de precificação do banco. O BEA, atualmente, administra o pagamento das folhas de salários dos funcionários do governo do estado do Amazonas e da prefeitura de Manaus e tem, com isso, 110 mil correntistas que são servidores públicos. "Só do governo do Estado, administramos cerca de R$ 60 mi por mês com o pagamento da folha", disse o presidente do BEA. Com 52 pontos de atendimentos espalhados pelo estado do Amazonas, o BEA fechou o ano passado com um patrimônio líquido de R$ 128 mi e ativos da ordem de R$ 450 mi. "Hoje, a quase totalidade de nossas operações ativas são da carteira comercial", comentou Noronha. Ele lembrou ainda que o banco tem uma reserva de contigência depositada na CEF de R$ 35 mi para fazer frente a necessidade de pagar uma multa por operações irregulares feitas no mercado de câmbio no final dos anos 80.

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