Bear: recomendação neutra para Petrobras

O Bear Stearns iniciou a cobertura dos papéis da Petrobras com recomendação neutra. Também são possíveis as recomendações de compra e venda. Os analistas Marc T McCarthy e Elias Egnem acreditam que o lucro da Petrobras está baseado no aumento dos preços do petróleo. Eles estimam, no relatório divulgado na última sexta-feira, que o preço do barril deverá recuar para US$ 20 em 2001. Os analistas esperam que o Ebitda - sigla inglesa que significa rendimento da empresa sem considerar os juros, impostos, amortizações e depreciações - caia 35% no próximo ano para US$ 6,4 bilhões. Com isso, o desempenho das ações da companhia pode ser prejudicado. O preço baixo do barril de petróleo não é bom para a companhia, como algumas pessoas imaginam, pois a empresa é obrigada a importar petróleo para atender a demanda nacional. Mas é ela quem refina e distribui quase todo combustível no País. Logo, mantém sua margem de lucro sobre o preço das importações. Dessa forma, apontam os analistas, um preço baixo do Petróleo só favorece o governo e o consumidor. Analistas recomendam espera para compra de PetrobrasA Petrobras possui um alto índice de crescimento de sua produção, uma reserva de petróleo com vida longa e muito mais oportunidades de exploração do que seus concorrentes e o papel da estatal tem potencial para valorizar 33% sobre a cotação atual. Apesar disso, os analistas reiteram que não é o momento para os investidores comprarem ações. Isso porque o comportamento da ação apresenta correlação com o preço do petróleo. Os analistas esperam um declínio dos preços para 2001 e dizem que o melhor é aguardar o momento certo para adquirir o papel.No relatório, os analistas dizem que a produção da Petrobras cresceu 13% nos últimos três anos, bem acima dos seus concorrentes, que ficaram com sua produção estável no período. A produção pode atingir 1,5 milhão de barris/dia este ano, alcançando 1,63 milhão de barris/dia em 2001. Eles afirmaram que o ritmo de crescimento da produção da companhia permite considerar um múltiplo de fluxo de caixa elevado, descontando-se os riscos macroeconômicos e políticos.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2000 | 18h32

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