Bebida vira atração permanente na noite de SP

Bar G&T foi criado omo temporário, há um ano e meio, mas conseguiu atrair público e manter portas abertas

Luciana Dyniecwicz, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2017 | 21h00

O gim cresceu tanto em três anos que mudou a noite paulistana, tornando-se tema de bar e, em algumas casas noturnas, chegando a desbancar a tradicional vodca. No bairro Jardins, há um ano e meio, surgiu um bar focado na comercialização do produto, o G&T. A ideia era que ele fosse temporário: aproveitando a moda da bebida, duraria três meses para, em seguida, fechar as portas. O sucesso, porém, foi tanto, que a casa se tornou permanente. 

“Uma semana antes da data prevista para ele ser fechado, em maio do ano passado, decidimos que deveria virar algo fixo”, conta Hans Scheller, um dos sócios do G&T, que criou o bar inspirado em projetos europeus semelhantes. 

Além do gim, a casa trabalha com cerveja, mas essa não alcança 3% do total comercializado no local. No ano passado, assim que foi inaugurado, o estabelecimento vendia 15 marcas de gim – hoje, são 70, sendo 60 importadas e 10 nacionais.

 

A proliferação de marcas nas casas de São Paulo acompanha a ampliação de bebidas disponíveis no mercado doméstico. Além da chegada do gim artesanal brasileiro, os importados invadiram o País. 

O responsável pela distribuição de gim do grupo francês Pernod Ricard, Bruno Carvalho, começou trabalhando no Brasil o gim inglês Beefeater e acabou trazendo também o alemão Monkey 47 e o inglês Plymouth.

De acordo com Carvalho, essas marcas dobraram seus aportes em patrocínio de festas no Brasil no ano passado e devem dobrar em 2017 novamente. Ele diz que o consumo do gim começou na Europa alavancado pelo renascimento da coquetelaria. Os barmen começaram a usar a bebida nos coquetéis, e “quando as marcas perceberam o movimento, começaram a investir pesado em publicidade”, diz.

Tônica. No exterior, além da proliferação de marcas de gim, já há crescimento de tipos de água tônica – cada uma para acompanhar um diferente tipo de gim. Por aqui, os bares do Grupo Bar, em São Paulo, por exemplo, começam a adotar a Fever Tree, tida como uma tônica “premium”. 

A diversificação da água tônica faz parte da estratégia de reforçar a oferta de gim tônica, a bebida mais demandada hoje, segundo Rafal Limonta, sócio do grupo. Cada uma das casas da companhia oferecem atualmente pelo menos cinco tipo de gim tônica. “Há três anos, nem vendíamos gim”, destaca o empresário. 

Agora, a empresa acrescentou em seus cardápios uma seção destinada apenas ao gim e, como resultado, o consumo da bebida já superou em 30% o de vodca. Para Limonta, o gim cresceu graças ao apelo de ter menos calorias que seu concorrente de origem russa.

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