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Belga cita 'marolinha' e elogia Lula em conduzir crise

Para elogiar o Brasil e as medidas que o governo tomou no enfrentamento da crise financeira internacional deflagrada em setembro do ano passado, o primeiro-ministro belga Herman Van Rompuy incluiu no dicionário econômico a "marolinha" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O elogio e a citação da "minúscula onda" foram feitos no discurso de boas-vindas ao presidente Lula, no castelo de Val Duchesse.

LISANDRA PARAGUASSÚ, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

04 de outubro de 2009 | 20h14

"A crise financeira afetou todos nós, mas a força do seu sistema bancário, a capacidade do seu mercado interno e as medidas que seu governo tomou minimizaram o efeito no Brasil. E então o tsunami foi reduzido a uma ''minúscula onda'', como você mesmo disse", afirmou o primeiro-ministro Rompuy. Lula deu a declaração no final de 2008, afirmando que a crise financeira seria um tsunami nos EUA, mas chegaria como uma "marolinha" ao Brasil. Na época foi muito criticado, dentro e fora do País.

No embalo da descontração do encontro, Rompuy fez um pedido especial a Lula: apesar do futebol sem grandes estrelas, a Bélgica quer, junto com a Holanda, sediar a Copa do Mundo de 2018. "Seu apoio é muito importante para nós", afirmou, dirigindo-se ao presidente que ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Rompuy fez o elogio à administração da crise no Brasil no rastro das preocupações com o tsunami que a crise provocará na Bélgica - a economia belga deverá encolher 4,4% neste ano -, além da retração no comércio mundial. Por isso o chefe de governo pediu ao presidente brasileiro que continue os esforços para que a rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), seja retomada e chegue a uma conclusão satisfatória. "Estamos ansiosos para que a Rodada dê resultados o mais cedo possível. Assim, eu lhe peço que continue seus esforços para persuadir todos os outros parceiros para que se chegue a um resultado favorável", afirmou, lembrando, ainda, que a Bélgica, muito mais que o Brasil, depende do livre comércio internacional.

No discurso, o governo belga fez uma promessa: apoiar as pretensões brasileiras de uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

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